Seleção de andebol de Portugal não resistiu aos melhores do mundo
Tóquio2020
30 de jul. de 2021, 14:04
— Lusa/AO Online
Apesar
do desaire, basta a Portugal vencer domingo o Japão para atingir os
quartos de final, independentemente dos outros resultados, porém os
nipónicos, que ainda não têm qualquer ponto, ainda podem sonhar com os
quartos de final.Portugal,
atual quarto classificado (última posição de acesso aos ‘quartos’), com
dois pontos, tem vantagem direta com o Bahrain, quinto, com os mesmos
pontos, dado que venceu a seleção do Médio Oriente por 26-25, mas uma
derrota ante os nipónicos pode levar para contas a três. Sem
a pressão de pontuar contra o campeão olímpico e bicampeão mundial, o
treinador Paulo Pereira promoveu uma gestão do grupo, poupando o
‘capitão’ Rui Silva e dando mais minutos a outros atletas, sobretudo
Gilberto Duarte. A
Dinamarca cedo conquistou uma ‘folga’ de três golos (4-1), que Portugal
ia reduzindo, regularmente, para somente um, no entanto sem nunca
conseguir igualar. Num
jogo vertiginoso, sem grandes rigores táticos, o marcador avolumou-se
para uma diferença máxima de quatro golos, aos 9-13, obrigado Paulo
Pereira a pedir desconto de tempo.Portugal
deixou de se precipitar em ataques rápidos, estabilizou melhor o seu
jogo ofensivo e conseguiu encurtar margens até ao intervalo (19-20), com
Diogo Branquinho em destaque, com quatro golos, marca que manteve no
fim, sendo o melhor concretizador luso. O
equilíbrio desfez-se pouco depois, quando Portugal sofreu um parcial de
5-0, que passou de 21-22 para 21-27, seis tentos difíceis de recuperar
ante o mais cotado dos adversários. Portugal
passava uma fase de menor discernimento, ante um opositor que geria a
gosto os ritmos da partida, pelo que não foi difícil ao líder isolado do
grupo manter a confortável vantagem, que terminou em seis golos. Mikkel Hansan, com nove golos, e Mathias Gidsel, com sete, foram os melhores marcadores do encontro.