Seguro pede que se preservem tribunais de leituras de partidarização
Constituição/50 anos
Hoje 11:23
— Lusa/AO Online
“Tal
como deve ser responsabilidade de todos, preservarmos os tribunais de
leituras ou debates que possam sugerir a sua partidarização,
salvaguardando a sua autoridade, imparcialidade e compromisso exclusivo
com a Constituição da República”, pediu António José Seguro na sessão
solene comemorativa do 50.º Aniversário da Constituição da República
Portuguesa, no parlamento.O apelo ocorre
no dia em que termina o prazo para a entrega das listas dos órgãos
externos, que tem sido marcado por um impasse, sobretudo na escolha de
três juízes para o Tribunal Constitucional.De
acordo com o chefe de Estado, “a todos é exigido um comportamento
exemplar” porque “honrar a Constituição é também cumprir com prontidão,
evitando que o necessário se torne excessivamente tardio”.“Nestes
50 anos, a Constituição tem sido a bússola que impediu o país de se
perder de si mesmo. Este património não pode ser destruído, sobretudo
quando a neblina dos tempos difíceis nos tenta desviar do caminho. A
hora é de firmeza”, exortou.Para Seguro,
este é o tempo de se reafirmar “os princípios fundamentais constantes
dos onze artigos iniciais da Constituição da República”.“O nosso ADN de nação livre, de vocação universalista e respeitadora do direito internacional”, defendeu.