Seguro estabelece ameaças à democracia como "linhas vermelhas"
Hoje 10:49
— Lusa/AO Online
"Quero deixar
claro que a estabilidade não é um fim em si mesmo, muito menos significa
estagnação e imobilismo. A estabilidade é uma condição para a mudança,
não uma meta", afirmou António José Seguro, no seu discurso de posse
como Presidente da República, no parlamento.O
novo chefe de Estado referiu que "a História recente revela que em
muito pouco tempo se destrói o que foi construído em séculos e que
poucos estão a demolir um marco civilizacional resultado do contributo
de muitos"."Acreditámos na solidez das
instituições e na resistência do nosso sistema de valores. Um engano.
Num instante esses pilares estão a ser desmoronados", apontou.Segundo
António José Seguro, "Portugal não está imune a um risco igual",
perturbador do "sistema democrático, do salutar confronto de ideias e do
normal funcionamento dos contrapoderes instituídos"."Em
nenhuma circunstância admitirei que sejam ultrapassadas estas linhas
vermelhas: a essência da democracia. Cuidar da democracia tornou-se, nos
novos tempos, uma tarefa urgente a que o Presidente da República se
entregará por função e por convicção", acrescentou.