Seguro discursa pela primeira vez nesta data e abre o Palácio de Belém
25 Abril
Hoje 11:37
— Lusa/AO Online
A
sessão solene comemorativa do 52.º aniversário do 25 de Abril no
parlamento está marcada para as 10h00 (menos uma nos Açores). O chefe de Estado será o último a
discursar, depois dos representantes dos partidos e do presidente da
Assembleia da República, José Pedro Aguiar-Branco.Esta
será a terceira intervenção de António José Seguro na Assembleia da
República desde que assumiu a chefia do Estado, depois dos discursos de
posse, a 9 de março, e na sessão comemorativa dos 50 anos da
Constituição da República Portuguesa, a 2 de abril.Na
cerimónia em que tomou posse, o antigo secretário-geral do PS, que
esteve dez anos afastado da política, prometeu ser o "Presidente de
Portugal inteiro" e estar "próximo das pessoas", ouvindo as suas
preocupações, "atento às desigualdades e comprometido com a justiça
social e a dignidade humana". Em defesa da
estabilidade política, António José Seguro dirigiu-se aos partidos com
representação parlamentar pedindo-lhes "um compromisso político claro"
nesse sentido e afirmou que tudo fará para estancar o "frenesim
eleitoral" do passado recente com "ciclos eleitorais de dois em dois
anos".Como "desafios estruturais" do país,
apontou "crescimento económico insuficiente, economia baseada em baixos
salários, desigualdades persistentes, pobreza constante, envelhecimento
demográfico, morosidade na justiça, burocracias publicas, dificuldades
no acesso à saúde e à habitação".Quando
voltou ao parlamento, para assinalar os 50 anos da Constituição da
República Portuguesa, o Presidente da República defendeu que não é a Lei
Fundamental que "impede a resolução dos problemas concretos dos
portugueses" e que "a frustração que muitos portugueses sentem não é da
Constituição", mas antes "do seu incumprimento" e "da incapacidade de
vários poderes em concretizarem de forma efetiva os direitos que ela
consagra".Na sua intervenção nessa sessão
solene, António José Seguro prometeu trabalhar com os outros órgãos de
soberania "para que os desígnios do Estado social não sejam letra morta e
se consubstanciem em melhores condições de vida para os portugueses, a
começar pela melhoria do Serviço Nacional de Saúde (SNS)".No seu entender, "outros desígnios que muitos portugueses sentem como vazios têm a ver com a desigualdade e a corrupção".Entre
o "muito por fazer" no cumprimento da Constituição, o chefe de Estado
apontou também o acesso à habitação e considerou que "o Estado despertou
tarde e é lento nas respostas" e que "são urgentes respostas e
resultados concretos".António José Seguro,
que integrou os governos de António Guterres entre 1995 e 2002 e
liderou o PS entre 2011 e 2014, foi eleito Presidente da República na
segunda volta das eleições presidenciais, em 08 de fevereiro, com cerca
de 67% dos votos expressos, contra André Ventura, presidente do Chega.Para assinalar o Dia da Liberdade, os jardins do Palácio de Belém
estarão abertos ao público – entre as 13h30 e as 19h00, com entrada até
às 17:45 – com atuações culturais. Às 17h00, o Presidente da República
vai participar numa conversa com 25 jovens sobre "Liberdade, Democracia e
Futuro".