Seguro condecorou Marcelo com o grande-colar da Ordem da Liberdade
Hoje 17:39
— Lusa/AO Online
Numa
breve cerimónia sem discursos, no Palácio Nacional da Ajuda, em Lisboa,
António José Seguro impôs as insígnias a Marcelo Rebelo de Sousa, que
cessou funções ao fim de dez anos como chefe de Estado.No
fim da cerimónia, o novo Presidente da República e o cessante deram um
aperto de mão e um abraço. Estavam presentes o presidente da Assembleia
da República, José Pedro Aguiar-Branco, o primeiro-ministro, Luís
Montenegro, e elementos do gabinete e das Casas Civil e Militar de
Marcelo Rebelo de Sousa, entre outros convidados.António
José Seguro, antigo secretário-geral do PS, foi eleito na segunda volta
das eleições presidenciais, em 08 de fevereiro, com mais de 3,5 milhões
de votos, um número recorde, 66,84% dos votos expressos, contra André
Ventura, presidente do Chega.No seu
discurso de posse, na Assembleia da República, o novo Presidente da
República dirigiu a Marcelo Rebelo de Sousa uma "palavra de gratidão
pela sua dedicação a Portugal e à defesa do interesse nacional"."Qualquer
que seja o balanço que cada um faz dos seus mandatos, ninguém pode
negar-lhe o amor a Portugal. Fica a gratidão e, julgo que também posso
dizer, o afeto, de um país que sentiu sempre a sua presença nos momentos
mais importantes, dos últimos dez anos", acrescentou.António
José Seguro referiu que, "também com estes fundamentos" decidiu
condecorar Marcelo Rebelo de Sousa com "o grau mais alto da Ordem da
Liberdade, o grande-colar da Ordem da Liberdade".Segundo
o portal das ordens honoríficas portuguesas na Internet, o grande-colar
da Ordem da Liberdade "é concedido pelo Presidente da República a
chefes de Estado estrangeiros" e pode também ser atribuído "a antigos
chefes de Estado e a pessoas cujos feitos, de natureza extraordinária e
especial relevância para Portugal, os tornem merecedores dessa
distinção".No dia em que tomou posse, o
antigo Presidente Jorge Sampaio condecorou o seu antecessor, Mário
Soares, com o grande-colar da Ordem da Liberdade, e o mesmo fizeram
depois os presidentes Aníbal Cavaco Silva e Marcelo Rebelo de Sousa em
relação aos seus antecessores.