Seguro aplaude decisão do PR sobre lei de estrangeiros
Presidenciais
25 de jul. de 2025, 16:12
— Lusa/AO Online
“Não
podem ser leis feitas à pressa. Portanto, aplaudo a iniciativa do
Presidente da República. Tantas vezes discordei dele, desta vez acho que
ele agiu bem”, afirmou António José Seguro, em declarações aos
jornalistas em Évora.Assinalando que esta
lei trata de “matéria sensível”, o candidato presidencial defendeu que,
neste caso, as alterações a introduzir “devem ser feitas com equilíbrio e
em respeito dos valores civilizacionais”.“Um
dos nossos valores civilizacionais é a família. Por isso, devem ser
envolvidas todas as instituições e todos os atores, para que possam dar
contributos”, sublinhou.Seguro disse
aguardar que “os atores políticos aprendam com este gesto do Presidente
da República”, esperando que a lei, após passar pelo Constitucional,
“possa ser objeto de maior envolvimento, porque a comunidade só tem
futuro se for coesa”.“Recomendo muita
prudência, muita serenidade e, sobretudo, que se olhe para os nossos
valores matriciais, que estão na Constituição, e qualquer lei deve
obedecer e deve respeitar esses valores”, vincou.O
candidato presidencial também comentou a decisão do Governo de não
reconduzir para um segundo mandato Mário Centeno, como governador do
Banco de Portugal, e a indigitação do economista Álvaro Santos Pereira
para o cargo.“Não está nos poderes do
Presidente da República interferir nesse processo e não me vou referir a
personalidades, mas noto que há uma tendência para pôr todos os ovos no
mesmo cesto e a democracia precisa de equilíbrio”, limitou-se a
adiantar.Na cidade alentejana, António
José Seguro anunciou o investigador e professor da Universidade de Évora
Miguel Bastos Araújo como mandatário distrital da sua candidatura à
Presidência da República.O Presidente da
República enviou na quarta-feira para o Tribunal Constitucional o
decreto do parlamento que altera o regime jurídico de entrada,
permanência, saída e afastamento de estrangeiros do território nacional,
aprovado por PSD, Chega e CDS-PP.O pedido
de fiscalização, que o chefe de Estado solicitou para ser feito com
urgência, contesta as alterações ao reagrupamento familiar introduzidas
no regime de entrada de estrangeiros no país, invocando o princípio da
união familiar e o superior interesse da criança.