Seguro agradece a Marcelo e promete ser "Presidente de Portugal inteiro"
Hoje 11:22
— Lusa/AO Online
No
início do seu discurso de posse como Presidente da República, na
Assembleia da República, António José Seguro saudou o parlamento
português na pessoa do seu presidente, José Pedro Aguiar-Branco, e
expressou "respeito democrático pela expressão popular do povo português
aqui representada na sua pluralidade"."Desejo-vos
as maiores felicidades e afianço a minha cooperação institucional, no
respeito pela Constituição da República, sobre a qual acabei de fazer o
meu juramento solene", disse.António José
Seguro agradeceu aos portugueses a confiança que nele depositaram e
prometeu que será "Presidente de Portugal inteiro e Presidente de todos
os portugueses, vivam em Portugal ou no estrangeiro".Depois,
dirigindo-se a Marcelo Rebelo de Sousa, deixou-lhe uma "palavra de
gratidão pela sua dedicação a Portugal e à defesa do interesse nacional"
e manifestou-lhe "o afeto de um país que sentiu sempre a sua presença",
considerando que, "qualquer que seja o balanço que cada um faz dos seus
mandatos, ninguém pode negar-lhe o amor a Portugal"."Como
escreveu Jorge de Sena, Portugal é feito dos que partem e dos que ficam
– sentimento que o Presidente Marcelo Rebelo de Sousa tão bem
interpretou quando, inovando, decidiu realizar as comemorações do Dia de
Portugal, em território nacional e na diáspora; prática essa que decidi
continuar, por partilharmos a mesma interpretação", acrescentou.Ao
seu antecessor, expressou "a gratidão" e também "o afeto de um país que
sentiu sempre a sua presença nos momentos mais importantes, dos últimos
dez anos"."Também com estes fundamentos,
decidi condecorá-lo com o mais alto grau da Ordem da Liberdade – o
grande-colar da Ordem da Liberdade – em cerimónia a ocorrer no dia de
hoje", salientou.O novo Presidente saudou
os antigos presidentes da República Aníbal Cavaco Silva, "cuja presença
representa um sinal vivo da continuidade institucional" da democracia
portuguesa, e António Ramalho Eanes "que, por razões atendíveis, não
pôde associar-se a esta sessão", e evocou a memória de Mário Soares e
Jorge Sampaio."Para além das diferentes
leituras políticas que possam existir em relação aos meus antecessores,
permanece o reconhecimento pelos serviços que prestaram a Portugal, que
marcam de forma indelével a história da nossa vida democrática. O legado
que nos deixam é um dos maiores ativos da nossa democracia",
considerou.