Segurança Social açoriana ultima acordo para transferir mais de 1 ME para IPSS e Misericórdias
13 de nov. de 2025, 17:47
— Lusa/AO Online
“O
Instituto de Gestão Financeira já procedeu à transferência de uma verba
de um milhão e 700 mil euros para três respostas sociais (Centros de
Atividades de Tempos Livres, creche e centro de convívio das IPSS
[Instituições Particulares de Solidariedade Social] e Misericórdias” da
região e está a ser ultimado o acordo de base, “que está para breve,
para a transferência, com efeitos a 01 de janeiro de 2025”, disse à
agência Lusa Eduardo Nicolau.A URMA -
União Regional de Misericórdias dos Açores revelou, na segunda-feira, em
comunicado, que as Misericórdias da região estiveram reunidas em
Assembleia Geral Ordinária, no sábado, e “manifestaram a sua preocupação
pela situação económico-financeira que atravessam e, por unanimidade,
expressaram a dificuldade em pagar o subsídio de Natal aos seus
trabalhadores no mês de novembro”.Em
declarações à Lusa, o presidente do Instituto da Segurança Social dos
Açores (ISSA) referiu hoje que a verba de mais de um milhão de euros já
serve para pagar o vencimento de novembro e o subsídio de Natal das três
respostas sociais.“Será para minimizar essa situação”, acrescentou Eduardo Nicolau.O responsável esclareceu ainda que "os duodécimos que são transferidos para as instituições já incluem Natal e Férias". No
entanto, "o que pode acontecer, e é normal que aconteça, é que devido
ao custo de vida e às atualizações, possam ter ocorrido dificuldades
para as instituições assegurarem o pagamento do subsídio de Natal",
disse ainda.Mas, "os duodécimos mensais têm sido transferidos", assinalou.Eduardo
Nicolau assegurou, ainda, que "já foram desencadeadas diligências, com
insistência, e há muito tempo", para que "a situação também seja
solucionada" em relação às restantes respostas sociais das IPSS e
Misericórdias.As diligências foram feitas
junto do Governo da República, porque o Instituto e Gestão Financeira é
quem transfere a verba para a Segurança Social açoriana, explicou ainda o
responsável, garantido que a Segurança Social açoriana tem mantido um
contacto próximo das instituições para "apurar quais são as carências".O
Sindicato dos Trabalhadores da Administração Pública e de Entidades com
Fins Públicos (SINTAP) disse hoje esperar que “sejam integralmente
respeitados os acordos coletivos celebrados” com os trabalhadores das
instituições sociais e das Misericórdias dos Açores.O
SINTAP referiu em comunicado enviado à agência Lusa que todos os anos
“tem conseguido negociar e fechar acordos coletivos” com a URIPSSA -
União Regional de Instituições Particulares de Solidariedade Social dos
Açores e a URMA - União Regional de Misericórdias dos Açores, “que se
têm traduzido em resultados remuneratórios e em outras matérias
positivas” para os trabalhadores das Instituições Particulares de
Solidariedade Social (IPSS) e das Misericórdias.O
Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Transformadoras defendeu
também hoje “soluções urgentes” para “milhares de trabalhadores” das
IPSS e Misericórdias nos Açores, que correm o “risco iminente” de falta
de pagamento dos salários de novembro e do subsídio de Natal.“A
incerteza sobre a liquidação dos vencimentos de novembro é real e
preocupante. Pior ainda, o subsídio de Natal, um direito fundamental e
essencial para a economia familiar nesta época, está gravemente
comprometido”, alerta o Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias
Transformadoras, Alimentação, Comércio, Hotelaria, Turismo e Transportes
dos Açores (SITACEHTT/AÇORES), num comunicado enviado às redações.O
BE/Açores considerou na terça-feira “inadmissível” que o pagamento de
salários e 14.º mês aos trabalhadores das instituições sociais e
misericórdias possa estar em causa, por alegado atraso na assinatura de
contratos de financiamento com a Segurança Social.O
líder da bancada do PS nos Açores, Berto Messias, considerou, na
segunda-feira, que “não é aceitável” que o Governo da República não
atualize os acordos para as instituições sociais e que o Governo
Regional “nada faça”.