Seguradora Açoreana já regularizou 75% das participações relativas a habitações
4 de nov. de 2019, 14:10
— Lusa/AO Online
De acordo com a seguradora, em nota enviada à
agência Lusa, neste período foram recebidas 104 participações, tendo os
danos patrimoniais em habitações “representado a maior parte dos
sinistros verificados”. Seguem-se os danos em equipamentos de comércio e indústria, que “representaram um terço do total de casos”.Segundo
a Açoreana, “há também casos de embarcações de transporte marítimo
afetadas que, dada a complexidade dos danos, implicaram uma avaliação de
viabilidade de reparação mais demorada, mas que já estão aceites e em
vias de regularização”.O diretor comercial
da Açoreana, Carlos Bettencourt, considera que “esta rápida atuação só
foi possível” por existir uma rede de lojas próprias em todas as ilhas
do arquipélago, exceto no Corvo, que é assistido pelas Flores, a par de
uma rede de agentes, o que "permitiu atuar rapidamente junto dos
clientes, agilizando as participações de sinistros e evitando o
agravamento dos danos.”Carlos Bettencourt
declara que foram reforçadas “também as equipas de peritos no terreno e,
sempre que possível, recorreu-se a soluções de vídeo peritagem para
acelerar o rápido regresso à normalidade”.“Há
situações que só não estão resolvidas porque os nossos clientes ainda
aguardam orçamentos para nos apresentarem, caso contrário o número de
casos regularizados seria ainda maior”, afirma.Na
passagem do "Lorenzo" pelos Açores, em 02 de outubro, foram registadas
255 ocorrências e 53 pessoas tiveram de ser realojadas.A
passagem do furacão causou a destruição total do porto das Lajes das
Flores, o que colocou em risco o abastecimento ao grupo ocidental.No total, o mau tempo provocou prejuízos de cerca de 330 milhões de euros, segundo o Governo Regional.