Segunda cimeira entre Reino Unido e União Europeia a 22 de julho em Bruxelas

Hoje 17:32 — Lusa/AO Online

A data foi confirmada após encontros do chefe de Governo britânico com o Presidente do Conselho Europeu, António Costa, e a Presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, à margem da cimeira do G7 em Evian.Um comunicado do gabinete de Starmer indicou que os dois discutiram as guerras na Ucrânia e no Médio Oriente e o primeiro-ministro defendeu a necessidade de trabalharem "em estreita colaboração para proporcionar segurança e oportunidades a ambas as partes"."Os líderes concordaram em avançar com uma Cimeira Reino Unido-UE a 22 de julho, para que as pessoas de ambos os lados possam sentir os benefícios da colaboração entre o Reino Unido e a UE o mais rapidamente possível", refere o comunicado.Na conversa abordaram ainda o novo plano da UE para combater as travessias irregulares de imigrantes no Canal da Mancha e o trabalho do Reino Unido com França para dissuadir e interceptar travessias ilegais. Starmer também se reuniu separadamente com António Costa e reiterou a promessa do Governo trabalhista de "redefinir a nossa relação e colocar o Reino Unido no centro da Europa". "Juntos, vamos combater o custo de vida, impulsionar o emprego e criar oportunidades para os jovens", prometeu numa publicação na rede social X.Costa salientou a "boa conversa com o primeiro-ministro" britânico e concordou que "uma cooperação estreita entre a UE e o Reino Unido é essencial para a nossa segurança, resiliência e prosperidade europeias comuns". "Estamos a trabalhar em estreita colaboração para garantir o sucesso da nossa próxima segunda cimeira, que se realizará em Bruxelas, no dia 22 de julho", escreveu.A primeira cimeira Reino Unido-UE realizou-se em maio de 2025 em Londres, menos de um ano depois de Starmer chegar ao poder determinado em promover uma reaproximação após as tensões causadas pelo 'Brexit'. O Reino Unido saiu oficialmente da União Europeia em 2020, quatro anos após um referendo que dividiu o país. Londres e Bruxelas chegaram a acordo sobre o acesso de barcos de pesca europeus às águas britânicas e iniciaram negociações para reduzir burocracia no comércio de bens agroalimentares e em áreas como a energia.  No entanto, Starmer determinou várias linhas vermelhas, recusando um regresso ao mercado único, à união aduaneira ou à livre circulação de pessoas.