Secretário das Finanças dos Açores diz à IL que nunca falhou compromissos
8 de mar. de 2023, 16:21
— Lusa/AO Online
“Senhor deputado
Nuno Barata, quero perguntar-lhe, olhos nos olhos, se alguma vez falhei
algum compromisso que assumi consigo. Nunca falhei a nenhum compromisso
assumido. Os problemas dos partidos que fiquem nos partidos. Não
confundamos a árvore com as flores. Os partidos grandes têm problemas
maiores. É normal. O que não é normal, e é grave, é que há pessoas no PS
dos Açores que desgraçaram a SATA e querem o pior não só a este
governo, mas à privatização da SATA”, afirmou Duarte Freitas no plenário
da Assembleia Legislativa Regional, na Horta, ilha do Faial.O
deputado da Iniciativa Liberal (IL) no parlamento dos Açores, Nuno
Barata, rompeu o acordo de incidência parlamentar feito com os
sociais-democratas para apoio ao Governo Regional de coligação, que
junta PSD, CDS-PP e o PPM.Depois da
intervenção do parlamentar da IL, também o deputado independente no
parlamento dos Açores (ex-Chega), Carlos Furtado, rompeu o acordo
de incidência parlamentar feito com o Governo dos Açores.Duarte Freitas frisou que “este governo tem aprovado o orçamento de 2023 com a maior maioria da legislatura”.“[Em
relação a] todos os compromissos que foram negociados, desde logo por
mim, os senhores deputados sabem que da minha parte vão ter o
cumprimento do que foi estabelecido. A IL impôs três condições e foram
cumpridas”, disse.Admitindo que “alguns
acordos para a legislatura poderão estar com menor grau de cumprimento”,
o secretário regional afirmou que “este governo se assume como
referencial de compromissos e estabilidade” e insistiu na referência à
companhia aérea regional.“Ainda esta
semana fomos confrontados com a saída do presidente da SATA. Fomos
informados seis horas antes. É de cá de dentro que estas coisas são
provocadas. É de cá de dentro que os socialistas não querem que tenhamos
sucesso na privatização da SATA. E de cá de dentro que se produzem as
mais infames mentiras”, acusou.É perante todo este cenário, sublinhou, que o atual executivo tem de governar.Duarte
Freitas afirmou ainda: “Salvámos a SATA, diminuímos impostos, estamos a
crescer há 20 meses seguidos, a maior população empregada da história
da autonomia, estamos a regularizar carreiras na saúde, na educação.
Apesar da coligação e dos acordos. Esta também é a força deste governo:
enfrentar cada problema com soluções atempadas.” Os
três partidos que formam o Governo Regional (PSD/CDS-PP/PPM) e que
juntos representam 26 deputados assinaram um acordo de coligação após as
eleições de outubro de 2020. A
coligação assinou também um acordo de incidência parlamentar com o Chega
e com o deputado independente Carlos Furtado (eleito pelo Chega) e o
PSD um acordo com a IL. O acordo com a
IL previa a redução de impostos, a “despartidarização” das empresas
regionais e a criação de um conselho científico para a inovação
agroalimentar. O entendimento referia a
“clara racionalização do setor público empresarial”, através da “redução
da sua dimensão” e da “despartidarização dos seus órgãos de gestão”.
Sobre a SATA, defendia-se que o executivo deveria atuar com
“determinação e firmeza dentro das suas competências” na resolução dos
“graves problemas” da transportadora regional.A
Assembleia Legislativa dos Açores é composta por 57 deputados e, na
atual legislatura, 25 são do PS, 21 do PSD, três do CDS-PP, dois do PPM,
dois do BE, um da Iniciativa Liberal, um do PAN, um do Chega e um
deputado é independente (eleito pelo Chega). Com
os apoios formalizados após as eleições, o Governo Regional ficou
suportado na assembleia por uma maioria absoluta de 29 deputados, um
número que passa agora para 27.Os partidos
que nunca formalizaram qualquer apoio ao executivo neste mandato (PS,
BE e PAN) somam 28 mandatos. Com o fim dos acordos hoje anunciado, os
deputados da oposição ascendem agora a 30.