Secretário da Saúde dos Açores teme que festejos do futebol afetem esforço de contenção
Covid-19
14 de mai. de 2021, 09:18
— Lusa/AO Online
“O
que ocorreu na passada terça-feira não foi um bom exemplo, com as
comemorações da vitória de uma prova desportiva. Tememos que os
comportamentos desrespeitadores das normas sanitárias e jurídicas possam
ter afetado o caminho e o esforço que temos feito”, afirmou Clélio
Meneses, numa conferência de imprensa, em Angra do Heroísmo.Questionado
sobre a possibilidade de ocorrência de outros festejos associados à
conquista do campeonato nacional de futebol pelo Sporting, tendo em
conta que ainda faltam disputar dois jogos, o governante lembrou que
existem diplomas em vigor que impõem “limites de ajuntamentos”, mas
disse que a fiscalização não compete ao Governo Regional.“As
medidas de saúde pública são as que estão anunciadas. As medidas de
foro policial correspondem à competência do Ministério da Administração
Interna, que não é da competência da região”, apontou.Ressalvando
que o executivo açoriano tem “recorrentemente feito um apelo à
fiscalização”, Clélio Meneses apelou à responsabilidade individual na
contenção da pandemia de Covid-19.“O que
pedimos é que aquilo que seja da competência de cada um e da
responsabilidade de cada um seja cumprido. É muito fácil atribuirmos
culpas a este departamento ou àquele, o que é decisivo é o comportamento
de cada um. Se todos cumprirem as regras mais facilmente isto passa”,
salientou.O secretário regional da Saúde
apelou ainda ao cumprimento das regras de higiene e distanciamento
social, mas também à comunicação de sintomas à linha Saúde Açores.“São
vários os relatos de surtos que têm acontecido em algumas localidades,
na sequência de alguém que estava com sintomas há cinco, seis, sete dias
e não os comunicou”, alertou.Questionado
sobre o aparecimento de outras estirpes do coronavírus SARS-CoV-2 nos
Açores, Clélio Meneses disse que a mais comum continua a ser a do Reino
Unido.“Houve nos Açores apenas um caso da
estirpe indiana de um tripulante de um navio que, estando infetado, foi
deslocado do navio para o hospital e do hospital para o navio”,
adiantou, acrescentando que se tratou de um “caso circunscrito”, que
“não teve qualquer outro contacto”.