Secretária da Saúde acusa PS/Açores de fazer politiquice com recuperação do hospital de Ponta Delgada
31 de jan. de 2025, 09:38
— Lusa/AO Online
“Mais
uma vez, temos o maior partido da oposição, em vez de contribuir para
soluções, a querer causar ruído e a querer fazer politiquice com isto”,
afirmou, em declarações aos jornalistas, a titular da pasta da Saúde nos
Açores, Mónica Seidi.Questionada sobre a criação de uma comissão de inquérito, Mónica Seidi disse que é o PS quem está a “criar o caos na saúde”.“Estamos
perante uma situação muito séria. Da parte do maior partido da oposição
não houve nunca uma proposta construtiva que tivesse em conta o melhor
para os açorianos. Preferiram refugiar-se nas declarações de um antigo
administrador, que quando tomou posse já as decisões estavam tomadas em
relação à estratégia, para criar o caos na saúde”, criticou.O
anúncio da criação da comissão de inquérito surgiu um dia depois de o
ex-vogal do conselho de administração do Hospital do Divino Espírito
Santo (HDES) António Vasco Viveiros ter dito, na comissão parlamentar,
que a construção de um hospital modular, para dar apoio à
infraestrutura, foi decidida pela direção clínica e assumida pela
tutela, sem que tivesse sido votada pelo conselho de administração.Questionada sobre estas declarações, a governante disse que não toma posições em que coloque “hospitais uns contra os outros”.“Estou tranquila e quero continuar a trabalhar em prol dos açorianos”, afirmou.Sobre
o diferendo entre os hospitais de Ponta Delgada e da ilha Terceira,
Mónica Seidi rejeitou tomar uma posição a favor de um ou de outro.“Sendo
secretária regional da Saúde é meu dever zelar pelo normal
funcionamento entre as instituições e não alimentar qualquer tipo de
guerras, na medida em que tem de haver uma relação institucional de
respeito e de complementaridade entre ambas as instituições”,
justificou.Quanto à abertura de um serviço
de hemodinâmica na Terceira, a titular da pasta da Saúde alegou que é
uma decisão do Governo Regional, que ainda “carece de avaliação”.“Ainda
não rececionei uma proposta formal do conselho de administração, mas a
intenção do governo é continuar a investir no hospital”, frisou.