Seca e vaga de calor provocam incêndios em vários pontos da Europa
23 de jul. de 2018, 17:23
— Lusa/AO Online
Em vários pontos da Europa os termómetros ultrapassam temperaturas recorde, face à vaga de calor e seca.Na
região no extremo-norte da Lapônia, na Finlândia, múltiplos fogos
florestais persistem, propagados a partir da fronteira com a Rússia.A
Noruega também regista temperaturas extremamente altas, tendo o mês de
maio sido registado como o mais quente de sempre e com temperaturais
também acima do normal em junho, superiores a 30 graus.Apesar
da morte de um bombeiro na Noruega, nenhum destes fogos têm a magnitude
dos registados na última semana na Suécia, que pediu assistência a
Bruxelas para fazer face às dezenas de incêndios florestais que
continuam ativos.A
agência sueca de Proteção Civil (MSB), anunciou a existência de 27
fogos ativos um pouco por todo o país, onde em certas regiões não chove
há já três meses, sendo que apenas quatro se encontram fora de
controlo.Atualmente
o risco é "extremo", principalmente no sul onde se espera que os
termómetros atinjam os 35 graus nos próximos dias, sem previsão de
chuva.Mal
equipada para o combate de incêndios desta magnitude, a Suécia já
recebeu dois aviões de Itália e três de França especializados no
bombeamento de água, assim como um avião de reconhecimento, através do
Mecanismo de Proteção Civil da União Europeia, desde que Estocolmo
solicitou reforços em 16 de julho.Também
foram mobilizados para aquele país escandinavo cinco helicópteros de
luta contra incêndios alemães e lituanos, 44 veículos de bombeiros e 130
operacionais da Polónia e 12 veículos com 55 bombeiros da Dinamarca.Na
sexta-feira, o Governo português também se disponibilizou para ajudar a
Suécia a combater os incêndios florestais, tendo informado o Mecanismo
Europeu de Proteção Civil dos meios prontos a enviar - dois aviões
médios anfíbios e um módulo de combate a incêndios com capacidade de
análise de comportamento de fogo e reconhecimento e avaliação, num total
de 31 elementos e quatro veículos.Também o sul da Europa, à semelhança dos últimos verões, é atingido por fogos florestais.Os
bombeiros gregos lutaram hoje com um incêndio de grandes dimensões que
ameaçou as áreas habitacionais da zona oeste de Atenas, numa situação
qualificada como "extremamente difícil" pelas autoridades."Estamos
a enfrentar uma situação extrema, muito difícil", devido à violência e
versatilidade dos ventos, que aumentaram ao longo do dia, afirmou à
estação televisiva Ert o responsável pelos bombeiros da região de
Atenas, Achille Tzouvaras"Haverá
danos, mas agora temos que evitar vítimas", indicou Tzouvaras,
acrescentando que as ordens de evacuação emitidas pelas autoridades
locais não estão a ser obedecidas.O
incêndio, que começou no fim da manhã, numa floresta no Monte Gerania,
perto da zona de Kineta, rapidamente se propagou por centenas de
quilómetros, aproximando-se do mar, Mais
de 130 bombeiros, assistidos por cinco aviões e dois helicópteros,
foram mobilizados, mas a intervenção aérea foi impedida por ação dos
ventos.A vaga
de calor também privou o acesso dos turistas à Acrópole de Atenas, que
foi encerrada durante três horas, uma vez que, segundo a lei grega, os
locais públicos podem ser fechados caso as temperaturas ascendam aos 36
graus. A
mobilização do mecanismo europeu de proteção civil para combater
incêndios florestais na Escandinávia ilustra bem o verão atípico que a
União Europeia está a conhecer este ano, com a “capital” Bruxelas a
bater Lisboa em calor e seca.