Sebastião Bugalho integra missão do PPE de acompanhamento das presidenciais venezuelanas
18 de jul. de 2024, 11:02
— Lusa/AO Online
Em
comunicado, o PPE informou que a delegação desloca-se na sequência de
um convite da “líder da oposição democrática, Maria Corina Machado, e do
candidato da oposição, Edmundo González Urrutia, em nome da direção
nacional da campanha ‘ConVZLA’”.No convite
em questão, citado no comunicado da família política europeia, foi
referido ser “essencial que os aliados da causa democrática venezuelana”
possam testemunhar o processo eleitoral.“As
suas vozes representam, não apenas uma reafirmação do seu apoio e
solidariedade, mas, também, a oportunidade de demonstrar ao mundo o que
for acontecendo ao longo do processo, num contexto em que a observação
eleitoral técnica é muito limitada”, destacou ainda o convite.Além do eurodeputado do PSD, a delegação do PPE vai integrar os deputados espanhóis Esteban González Pons e Gabriel Mato. No
comunicado, o PPE mencionou ainda que o pedido que tem sido feito a
organismos internacionais para o envio de observadores à Venezuela surge
depois de o Presidente Nicolás Maduro ter retirado o convite a uma
missão oficial de observação eleitoral da União Europeia (UE).Na
Venezuela, já em plena campanha eleitoral, Maduro e Urrutia têm vindo a
acusar-se mutuamente da preparação de alegados atos de violência.A
oposição tem denunciado que o regime de Caracas está a aplicar medidas
autoritárias contra as suas atividades e condenou a detenção nos últimos
dias de pelo menos 12 colaboradores, assim como o encerramento de
estabelecimentos comerciais por onde passa o candidato Edmundo González
Urrutia, substituto da vencedora das primárias opositoras de outubro de
2023, María Corina Machado, impedida judicialmente de se apresentar ao
escrutínio presidencial.Na segunda-feira
num comício em Bolívar, no sul do país, Nicolás Maduro, o herdeiro do
chavismo (relativo ao antigo líder Hugo Chávez), acusou a oposição de
estar "à procura de uma hecatombe, de uma tragédia, de algo forte que
mude o rumo do que vai acontecer na Venezuela a 28 de julho".Segundo
avançou a agência noticiosa espanhola EFE, as sondagens estão a
atribuir uma vitória por larga margem à coligação anti-chavista.