Scholz anuncia mais 2.000 ME contra a crise climática em países em desenvolvimento
4 de mai. de 2023, 10:13
— Lusa/AO Online
A
soma supera em um terço o anterior montante entregue por Berlim como
parte do compromisso dos países industrializados para mobilizar um total
de 100 mil milhões de dólares para esse objetivo, destacou Scholz.Numa
declaração no final do encontro, o chanceler exortou os demais doadores
a prosseguirem com a "história de sucesso" do fundo, que é "mais
importante do que nunca".Destacou também
algumas das áreas que foram abordadas no Diálogo, que serviu de
preparação para a próxima cimeira da COP 28, no Dubai, como o
financiamento e os desafios para a execução da transição para a
neutralidade climática, e lembrou que no Dubai, pela primeira vez, está
prevista a realização de um balanço global, que descreveu como a "peça
central" do Acordo de Paris.Além disso,
propôs que sejam estabelecidos objetivos conjuntos para aumentar as
capacidades de produção de energias renováveis, que são as "mais baratas
e seguras".“Poderíamos, por exemplo,
triplicar o aumento da capacidade até 2030. Dessa forma, enviaríamos uma
mensagem à economia real e ao setor financeiro sobre para onde estamos a
caminhar”, afirmou.O designado presidente
da COP28, o enviado especial dos Emirados Árabes Unidos para as
Alterações Climáticas, Sultão Ahmed al-Jaber, qualificou de "produtivas"
as conversações dos últimos dias e destacou o quão "crucial" é 2023 na
luta contra a emergência climática.Dado
que, segundo os relatórios, os objetivos de Paris estão longe de serem
alcançados, é necessário, no campo da energia, triplicar a produção de
energias renováveis, duplicar a de hidrogénio, expandir as capacidades
de energia nuclear e otimizar sistemas de armazenamento e as baterias,
afirmou.Além disso, sublinhou Al Jaber, é
necessário fazer todo o possível para reduzir as emissões de CO2, mesmo
as que provêm de combustíveis fósseis como o petróleo ou o gás, uma vez
que estes “continuarão a desempenhar um papel”.Por
isso, na sua opinião, os investimentos em novas tecnologias mais
respeitosas para com o clima não se devem limitar apenas ao campo das
energias renováveis.A ministra dos
Negócios Estrangeiros da Alemanha, Annalena Baerbock, apontou a
necessidade de traçar objetivos ambiciosos para atingir a marca de 1,5
grau e garantir ao mesmo tempo que a transição energética seja “justa”.Tal
transformação custará muitos milhões, pelo que precisa de ser apoiada
pelo sistema financeiro global, incluindo o setor privado, observou
Baerbock.Um dos aspetos mais
"insuportáveis" da crise climática é o fato de que "os que mais sofrem
com o aquecimento global são os que menos contribuíram" para isso,
indicou a ministra, lembrando que os países mais vulneráveis esperam
receber "ajudas concretas” na cimeira do Dubai.