SATA quer que novo processo de venda contribua para sustentabilidade da Azores Airlines
Hoje 15:53
— Lusa/AO Online
Simultaneamente,
o processo visa reforçar “o papel estratégico da Azores Airlines no
desenvolvimento e na coesão territorial da Região Autónoma dos Açores”,
referiu também a empresa em comunicado.A
posição da SATA Holding foi assumida a propósito da publicação em Jornal
Oficial, na sexta-feira, do caderno de encargos relativo ao processo de
alienação de pelo menos 75% do capital social da SATA
Internacional/Azores Airlines. Segundo a
nota, a operação “consiste na oportunidade de investimento numa
transportadora aérea com relevância estratégica no Atlântico Norte e com
um papel central na conectividade da Região Autónoma dos Açores”.O
caderno de encargos publicado “estabelece as condições da operação,
assegurando um enquadramento transparente, concorrencial e aberto à
participação de entidades que demonstrem idoneidade e capacidade
financeira para desenvolver o projeto empresarial”, esclarece.A agência Lusa revelou que a proposta de caderno de
encargos de privatização da SATA Internacional/Azores Airlines propõe a
venda de pelo menos 75% da companhia e impede a extinção de postos de
trabalho e despedimentos coletivos durante 30 meses.O
caderno de encargos proposto pelo conselho de administração da SATA ao
Governo dos Açores estabelece um modelo de “negociação particular” para a
privatização da companhia aérea, que vai ter de ser concluída até final
do ano, segundo o plano de reestruturação aprovado pela Comissão
Europeia.A venda de pelo menos 75% da
empresa representa uma diferença face ao anterior concurso, que previa
uma alienação mínima de 51% e máxima de 85%, um procedimento encerrado a
06 de março sem privatização, após o júri e a administração da SATA
terem considerado que a proposta do Atlantic Connect Group, a única
admitida, apresentava “riscos inaceitáveis”.O
Governo Regional aprovou a proposta do
caderno de encargos, indicando que o procedimento aprovado se estrutura
“como um processo de negociação particular, incorporando maior
flexibilidade e capacidade de adaptação, sem prejuízo da salvaguarda dos
princípios de transparência, concorrência e igualdade entre
interessados”.No caderno de encargos
definem-se as obrigações mínimas a assumir pelo eventual comprador,
designadamente “a manutenção da sede da empresa na Região Autónoma dos
Açores por um período mínimo de 30 meses, a salvaguarda dos postos de
trabalho, com a não realização de despedimentos coletivos durante o
mesmo período, e a garantia da continuidade das ligações aéreas entre os
Açores e os principais destinos nacionais e da diáspora, igualmente por
30 meses”.O processo contará com o
acompanhamento de um supervisor independente, o professor Augusto
Mateus, que presidiu ao júri do anterior concurso de privatização, sendo
a decisão final sujeita a aprovação do Governo dos Açores.Segundo
a nota da SATA, o procedimento agora adotado decorre sob a forma de
negociação particular, “permitindo uma abordagem faseada e mais
eficiente na interação com investidores, sem prejuízo dos princípios de
transparência, igualdade e concorrência, a uma verificação inicial da
idoneidade e capacidade financeira dos interessados.“Segue-se
a apresentação de propostas não vinculativas, seguida de uma fase
subsequente de propostas vinculativas com base em diligências
aprofundadas”, é referido.