SATA manifestou disponibilidade para “chegar a acordo”
10 de ago. de 2024, 10:42
— Lusa/AO Online
Os
trabalhadores de terra da SATA associados do Sindicato Nacional dos
Trabalhadores da Aviação Civil (SINTAC) estão desde 24 de julho em greve
ao trabalho suplementar (paralisação a decorrer até 31 de dezembro),
contra o “tratamento discriminatório” da empresa, considerando o
sindicato inaceitável que a revisão salarial não seja equitativamente
distribuída por todos os trabalhadores.Em
comunicado, o SINTAC informou que o conselho de administração da
companhia aérea açoriana “manifestou finalmente disponibilidade para
chegar a acordo”.“É preciso agora que o
conselho de administração da SATA converta a disponibilidade em
capacidade de resolver o problema”, referiu.Na
nota, o SINTAC revelou que, “consciente das dificuldades financeiras em
que se encontra o Grupo SATA”, reuniu-se com os trabalhadores seus
associados para discutir “uma contraproposta que possa ir ao encontro
das pretensões de flexibilização pedidas pela empresa" e que "cumpra as
necessidades impreteríveis de valorização digna das carreiras
profissionais" dos associados.“As recentes
negociações com outros sindicatos introduziram um sentimento de
injustiça tão grande nos trabalhadores que se torna difícil de conter, e
de gerir. […] Mesmo sob este sentimento de injustiça, que paira sobre
os nossos associados, consideramos que há margem para negociar”,
adiantou a direção da estrutura sindical. Segundo o SINTAC, a contraproposta foi entregue na quinta-feira e, caso seja aceite pela empresa, “reporá a paz social”.Ainda
de acordo com o sindicado, o que se pretende é “um acordo que se
aplique a todos os trabalhadores do Grupo SATA, que possa ser um
instrumento de união, equilíbrio e motivação, independentemente da sua
filiação sindical”.A 30 de julho, o
sindicato revelou que os trabalhadores de terra da SATA seus associados
iriam realizar uma greve a tempo inteiro “entre fim de agosto e início
de setembro", devido à “incapacidade negocial” da empresa.Na
altura, o vice-presidente do SINTAC, Filipe Rocha, disse à Lusa que não
havia “evolução negocial do lado da empresa” de aviação açoriana.A
estrutura sindical alegava não subscrever, nem concordar com "a
aplicação aos associados do SINTAC de um acordo feito com outro
sindicato", por ser "injusto quando comparado com outros"."Já
temos desenhada uma greve, a tempo inteiro, entre o fim de agosto e o
início de setembro. A greve já está decidida pelos trabalhadores, é o
último recurso e não queríamos chegar a essa situação, mas não há
evolução negocial do lado da empresa", justificou Filipe Rocha.Sobre
a greve ao trabalho extraordinário, o sindicalista indicou na altura
que estava a provocar "alguns constrangimentos, atrasos e alguns
cancelamentos ao final do dia".O SINTAC
tem alertado também para "as condições precárias" em que muitos
trabalhadores exercem a atividade, com recurso sistemático ao trabalho
suplementar, o que "esgota os recursos humanos física e
psicologicamente" e provoca um "sentimento de injustiça".