Questionada pelos jornalistas sobre o prejuízo
que as limitações no transporte de passageiros, impostas no âmbito da
pandemia de Covid-19, causou na companhia aérea açoriana, Ana Cunha
reconheceu que a SATA “sofreu, na medida em que ficou limitada na sua
atividade principal, que é o transporte de passageiros”.Segundo a governante, “esta situação está a ser acompanha e analisada e, naturalmente, é contabilizável”.“É
óbvio que haverá um prejuízo, toda a gente sabe que o haverá. Quando
for conhecido, há de ser divulgado”, prosseguiu a responsável pela
tutela, que visitava o aeroporto João Paulo II, em Ponta Delgada.Um
dos objetivos da visita, destacou a governante, foi “perceber como é
que a SATA se soube reinventar e corresponder às necessidades dos
Açores, nomeadamente no transporte de carga e no importante papel que
teve no transporte de mercadoria, como o pescado, bens alimentares e
também material médico, e, sobretudo, também no transporte que teve de
continuar a fazer dos doentes deslocados e de casos de força maior”.A
companhia aérea, que tem como acionista o Governo Regional dos Açores,
irá operar em “absoluto respeito pelas regras que estão em vigor para a
aviação civil comercial”, sem que haja restrições à lotação dos aviões.No
aeroporto João Paulo II, Ana Cunha ouviu algumas questões levantadas
pelos colaboradores da ANA – Aeroportos de Portugal, que gere a
infraestrutura, como “a preocupação com a operacionalidade, quando
começarem a ocorrer dois voos vindos do exterior, no mesmo dia, e a
necessidade de se realizarem testes no aeroporto, situação que já está a
ocorrer, mas que poderá causar mais algum constrangimento, em virtude
de serem mais pessoas a desembarcar”, adiantou.