SATA e IPMA criam grupo de trabalho para reduzir cancelamentos por motivos meteorológicos
Hoje 16:03
— Lusa/AO Online
Em comunicado, a
SATA adianta que entre as primeiras medidas está a emissão, a partir de
dezembro de 2026, de previsões aeronáuticas (TAF) para o Aeródromo do
Pico, que passará a poder ser utilizado como aeroporto alternante, “em
situações de degradação das condições meteorológicas noutros aeroportos
da rede regional”. “A implementação deste
novo serviço reforça a informação meteorológica disponibilizada à
aviação, constituindo uma ferramenta essencial para o planeamento e
despacho dos voos, permitindo decisões operacionais mais sustentadas e
maior previsibilidade em contexto aeronáutico”, sublinha o grupo de
aviação açoriano.A medida assume especial
importância na operação interilhas, realizada com “aeronaves de
autonomia mais limitada face a aviões de médio curso, como por exemplo, o
Airbus A320, o que torna essencial a existência de alternativas
regionais próximas e operacionalmente viáveis”, acrescenta.A
SATA sublinha que o aeródromo do Pico “apresenta ainda características
que podem reforçar o seu papel na rede regional em determinados cenários
meteorológicos”, designadamente por dispor de sistema de aproximação
por instrumentos ILS e por “nem sempre ser afetado pelos mesmos
fenómenos meteorológicos que condicionam outros aeroportos” dos Açores. A
SATA adianta ainda que a criação do grupo de trabalho surgiu na
sequência dos recentes episódios de nevoeiro intenso e persistente que
afetaram vários aeroportos dos Açores, condicionaram a operação aérea e
“evidenciaram os desafios próprios de uma região arquipelágica, marcada
por condições meteorológicas muito variáveis”. “O
objetivo deste trabalho não é o de reduzir exigência operacional, nem
flexibilizar critérios de segurança. Pelo contrário, pretende-se
garantir que os procedimentos e a informação crítica à decisão
operacional estão mais adaptados à singularidade da operação aérea nos
Açores, mantendo os parâmetros de segurança como prioridade”, lê-se na
nota. O grupo SATA e o IPMA sublinham que
continuarão “a desenvolver e avaliar soluções técnicas que permitam
reforçar a robustez, a regularidade e a segurança da operação aérea na
Região Autónoma dos Açores”.