SATA defende modelo de venda direta da Azores Airlines para “não perder mais tempo”
Hoje 17:40
— Lusa/AO Online
“Ainda estamos a definir o
modelo de privatização, ainda que já tenha sido anunciado que será num
modelo de venda direta. A escolha de venda direta é normal. Trata-se de
um processo ágil e otimizado, porque não podemos perder mais tempo”,
defendeu Tiago Santos, numa declaração escrita enviada à agência Lusa.O
Governo dos Açores (PSD/CDS-PP/PPM) revelou que apoia a
recomendação do júri do concurso de privatização da companhia aérea
Azores Airlines, que concluiu não estarem reunidas as condições para
adjudicação ao consórcio Atlantic Connect Group.De
acordo com secretário regional das Finanças, “a abordagem que se
seguirá”, após o encerramento formal do processo que decorreu até agora,
será a “negociação particular”.À agência
Lusa, o presidente do conselho de administração da SATA destacou que o
modelo de venda direta permite “transparência” e “competitividade”, mas
com “menos camadas burocráticas”.Tiago
Santos lembrou a necessidade de ter um “processo ágil” para cumprir os
prazos estabelecidos pela Comissão Europeia, que aceitou a prorrogação
do processo de privatização até ao final do ano.O
presidente da SATA reiterou ainda que a proposta apresentada pelo
consórcio Atlantic Connect Group não vai ao encontro dos interesses da
companhia e da região.“A audiência
concedida ao consórcio privado não trouxe informações relevantes
adicionais que tenham mudado o plano e a proposta de recomendação
continuou a ser a rejeição”, salientou.O consórcio Atlantic Connect Group, o único admitido na privatização da
Azores Airlines, insistiu que a sua proposta final triplicou face ao
valor inicial e acusou o júri do concurso de “alterar os critérios” de
avaliação.O empresário Carlos
Tavares, que integra o Atlantic Connect Group, confirmou, em entrevista
ao jornal Eco, que o consórcio vai levar o processo de privatização da
Azores Airlines aos “tribunais portugueses e estrangeiros”.A 28 de janeiro, o júri da privatização da Azores Airlines anunciou que
ia propor a rejeição da proposta do consórcio, por entender que não
“salvaguarda os interesses” da SATA e da região.Na
sexta-feira, a administração da SATA, revelou que ia propor ao Governo
dos Açores que o processo de privatização da Azores Airlines “seja
encerrado sem adjudicação”.Em junho de
2022, a Comissão Europeia aprovou uma ajuda estatal portuguesa para
apoio à reestruturação da companhia de 453,25 milhões de euros em
empréstimos e garantias estatais, prevendo medidas como o
desinvestimento de uma participação de controlo (51%).