Sarkozy pede libertação imediata de Betancourt

1 de abr. de 2008, 17:29 — Lusa / AO online

"Uma vez que é precisa, neste momento, uma decisão da vossa parte para salvar da morte uma mulher e para manter viva a esperança de todos aqueles que continuam detidos, tomem essa decisão, libertem Ingrid Betancourt!", declarou Sarkozy na mensagem às Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC).     "Ingrid está em risco de morte iminente. Ela já não tem forças para resistir a um cativeiro interminável que se afunda na tragédia", acrescentou.     "A França apenas espera um sinal da vossa parte para organizar rapidamente, em ligação com as autoridades competentes, uma missão humanitária para ajudar aos resgate de Ingrid e dos outros reféns mais enfraquecidos", acrescenta o texto, apelando directamente à direcção das FARC para não perder este "encontro com a História".     Nicolas Sarkozy conclui afirmando que a França "está e estará mobilizada" para um acordo humanitário e pedindo às FARC que "não percam a oportunidade que se apresenta" porque isso seria "um erro político grave e uma tragédia humanitária".     "Seria um crime. Vocês seriam responsáveis pela morte de uma mulher", afirmou.     Ingrid Betancourt, de dupla nacionalidade francesa e colombiana, é refém das FARC desde 2002 e está doente e fisicamente muito debilitada.     A mensagem de Sarkozy foi divulgada pouco depois de o presidente francês ter recebido membros do comité de apoio a Betancourt, que lhe entregaram mais de 6.000 assinaturas recolhidas pela libertação da ex-candidata presidencial colombiana.     O porta-voz desse comité, Hervé Marro, disse à saída que o presidente francês lhes assegurou "a sua plena mobilização e do governo francês" para essa libertação.     Um dos membros do comité que acompanhou Marro, Arnaud Mangiapan, afirmou à imprensa que "Ingrid está pior" e confirmou informações avançadas segunda-feira por uma rádio colombiana segundo as quais a refém está a recusar alimentos e medicamentos.     "Segundo fontes relativamente seguras, iniciou uma greve de fome em 23 de Fevereiro, o que significa que está há mais de um mês em greve de fome, o que é muito duro num hospital mas, na selva, é fatal", disse Mangiapan.