São Miguel reforça peso e ultrapassa 60% do PIB regional dos Açores

Hoje 10:00 — Filipe Torres

A ilha de São Miguel reforçou o seu peso económico na Região Autónoma dos Açores entre 2021 e 2023, ultrapassando os 60% do total do Produto Interno Bruto (PIB) regional.De acordo com os dados do Serviço Regional de Estatística dos Açores (SREA), São Miguel passou de 59% em 2021 para 60,8% em 2023, o que representa um crescimento de 1,8 pontos percentuais, acompanhado por um aumento efetivo do valor do PIB gerado na ilha (de 2.581,6 milhões de euros para 3.271 milhões de euros).A ilha Terceira foi a que registou a maior quebra no mesmo período. O seu peso relativo desceu de 21,46% para 20,31% do PIB regional, uma perda de 1,15 pontos percentuais (de 938,7 milhões de euros para 1.091,3 milhões de euros).Nas restantes ilhas, as alterações foram mais pequenas e, na maioria dos casos, negativas. O Faial registou uma ligeira descida, passando de 6,32% para 6,01% (de 276,2 milhões de euros para 323 milhões de euros). Também São Jorge viu o seu peso recuar de 2,77% para 2,66% (de 127,6 milhões para 148,3 milhões de euros), enquanto a Graciosa apresentou uma variação marginal de 1,32% para 1,30% (de 60,8 milhões para 68,5 milhões). Situação semelhante ocorreu em Santa Maria, que passou de 2,79% para 2,69% (de 122,1 milhões para 144,7 milhões de euros).Por outro lado, algumas ilhas evidenciaram pequenos ganhos. O Pico aumentou ligeiramente o seu peso económico de 3,77% para 3,87% (de 205,5 milhões para 248,5 milhões de euros), enquanto as Flores subiram de 1,23% para 1,26% (de 53,6 milhões para 67,6 milhões de euros). O Corvo também registou um crescimento marginal, passando de 0,18% para 0,19% (de 7,8 milhões para 10,2 milhões de euros).No total, segundo dados do SREA, entre 2021 e 2023, o PIB regional passou de 4.374,6 milhões de euros para 5.374 milhões de euros.PIB regional de 2023 cresceuRecorde-se que os dados consolidados de 2023, publicados pelo SREA em dezembro de 2025, mostram que o PIB dos Açores aumentou 10,6% em termos nominais, ligeiramente abaixo da média nacional, e 3,5% em termos reais, superando o desempenho do país.O crescimento foi impulsionado sobretudo pelo setor do comércio, transportes, alojamento e restauração, com um aumento real de 6,2%, bem como pelos serviços de administração pública, defesa, saúde e educação, que cresceram 2,8%.Também os rendimentos das famílias registaram uma evolução positiva: o Rendimento Primário Bruto atingiu 3.997 milhões de euros e o Rendimento Disponível Bruto 4.031 milhões de euros. Em termos per capita, os rendimentos ficaram próximos da média nacional, apesar de o PIB por habitante permanecer abaixo desse referencial.