São Miguel acolherá Congresso Nacional dos Arquitetos
13 de jan. de 2023, 16:00
— Nuno Martins Neves
“Quando foi para
decidir o local, não havia outro sítio que não os Açores”, assinalou
Gonçalo Byrne, o bastonário da OA, que ontem reuniu-se no Palácio de
Santana com o presidente do Governo Regional dos Açores.Para o
bastonário dos arquitetos, os Açores são, no que à sustentabilidade diz
respeito, “uma espécie de segredo bem guardado, que tem toda a
problemática profunda daquilo que está em debate mundial, sobre os temas
da transição climática”.Uma decisão que o Governo Regional dos
Açores recebeu de braços abertos, não só pela importância do evento em
si, como referiu o presidente do executivo, mas também pela “vantagem,
pois dá dinâmica económica” à região numa altura de menor movimento
turístico, combatendo a sazonalidade do destino.“Nada melhor do que
começar o ano com esta magnífica notícia”, acrescentou José Manuel
Bolieiro, que classificou o arquipélago como um “verdadeiro hope spot”
no que refere à sustentabilidade, nomeadamente ambiental.O Congresso
terá um extenso programa, com iniciativas abertas à sociedade, como um
festival de cinema, apoiado pela Cinemateca Portuguesa, com a exibição
de pequenos filmes antigos, que têm vindo a ser restaurados, de temas
açorianos.Gonçalo Byrne adiantou que o congresso terá uma
participação internacional “forte”, com a presença do presidente da
União Internacional dos Arquitetos, o organismo mundial que congrega os
arquitetos de todo o mundo e que vai ter o seu congresso em Copenhaga,
de 2 a 6 de julho.E será aos cerca de 15 a 17 mil arquitetos que vão
estar na capital da Dinamarca que o bastonário da Ordem dos Arquitetos
conta levar o que apelida de “Declaração dos Açores”, o documento que
culminará da “atividade intensa” que irá ser desenvolvida, de forma
presencial e não só, pelos arquitetos nacionais em Ponta Delgada, ao
longo dos quatro dias de congresso.“[A Declaração dos Açores] vai
ser uma oportunidade para a Ordem dos Arquitetos Portugueses transmitir
aquilo que pensamos sobre a problemática que é universal da
sustentabilidade”, afirmou Gonçalo Byrne.