O projeto de decreto legislativo
regional, da autoria de PSD, PS, CDS-PP, PPM, BE, Chega, IL, PAN e
deputado independente Carlos Furtado (ex-Chega), foi aprovado por
unanimidade durante a sessão plenária que está a decorrer na Horta, ilha
do Faial.Na apresentação do diploma, o
deputado do PSD Paulo Gomes, também presidente da junta de freguesia de
São Mateus da Calheta, lembrou que aquela era uma “pretensão há muito
reivindicada” pela população.O
social-democrata evocou a “riqueza histórica” e cultural de São Mateus,
cuja “antiguidade histórica se materializou numa identidade coletiva
particular”.O deputado do PS, Francisco
Coelho, antigo presidente do parlamento açoriano, considerou que a
elevação a vila não é “apenas um título honorífico, mas sim uma
classificação que faz jus à história e à realidade” de São Mateus.O
deputado do Chega, José Pacheco, felicitou a população daquele
território, enquanto a parlamentar do BE, Vera Pires, lembrou a petição
dirigida à Assembleia Regional que defendia a elevação a vila.Pedro
Pinto, CDS-PP, realçou o “património histórico” e as “inúmeras
coletividades culturais e desportivas” em São Mateus, tendo o deputado
do PPM, Gustavo Alves, salientado que a população da nova vila açoriana
“tem estado em crescendo” nos últimos anos.O
liberal Nuno Barata vincou a “importância de São Mateus” na atividade
piscatória dos Açores, enquanto o independente Carlos Furtado considerou
a elevação a vila como um “reconhecimento justo”.A
09 de Janeiro, o PSD/Açores entregou no parlamento uma proposta para
elevar São Mateus da Calheta, na ilha Terceira, à categoria de vila,
iniciativa legislativa "subscrita por todos" os grupos e representações
parlamentares.Localizado em Angra do
Heroísmo, São Mateus da Calheta tem cerca de 3.789 habitantes, sendo uma
das mais importantes zonas piscatórias da região.