Ao todo,
Portugal apresenta uma equipa nos automóveis, três nas motas, sete nos
Challenge e duas nos SSV. A estas equipas em competição juntam-se mais
dois navegadores e um regresso, o de Paulo Marques, mas na vertente
M1000, uma categoria extra-competição para veículos com energias
alternativas.Nos automóveis, apenas João
Ferreira, navegado por Filipe Palmeiro, num Mini da X- Raid, participam
na categoria principal (Ultimate) e com o desejo de terminar no top-10.O
piloto de 25 anos integra um projeto pioneiro da Repsol, de utilizar um
combustível 100% renovável, o mesmo que já lhe possibilitou a conquista
dos títulos nacional e europeu de todo-o-terreno e a Taça do Mundo FIA
de Bajas.Nas duas rodas, Rui Gonçalves
(Sherco), António Maio (Yamaha) e Bruno Santos (Husqvarna) são pilotos
com experiência suficiente para poderem almejar resultados consistentes.Depois
de um ano marcado por uma lesão num ombro sofrida precisamente no
Dakar, que obrigou a duas intervenções cirúrgicas e a três meses de
pausa, Rui Gonçalves vai para a quinta participação na prova.“Agora
estou totalmente recuperado”, sublinha o piloto transmontano,
vice-campeão mundial de motocrosse na categoria MX2, em 2009.Já
Bruno Santos enfrenta o Dakar pela segunda vez, depois de uma prestação
consistente em 2024. O campeão nacional de todo-o-terreno da classe TT3
em 2023, de 37 anos, natural de Torres Vedras, foi o segundo melhor
estreante na edição passada.Mais
experiente é António Maio (Yamaha), que inicia a sua sexta participação,
apontando a um lugar nos 15 primeiros classificados.A
estes junta-se, ainda, o luso-germânico Sebastian Buhler (Hero), da
estrutura gerida por Joaquim Rodrigues Jr.. Bühler nasceu na Alemanha,
mas mudou-se para Portugal ainda em bebé e com quatro anos recebeu a
primeira mota, sendo que foi por terras lusas que desenvolveu o gosto
pela modalidade, vencendo a Baja de Portalegre de 2018 a 2020.Também a equipa oficial da Honda é gerida por um português, no caso o algarvio Ruben Faria.Nos veículos ligeiros competem mais nove equipas portuguesas, sete em Challenge e duas em SSV.A
estes junta-se o navegador português Fausto Mota (corre com licença
espanhola), ao lado do italiano Enrico Gaspari (Polaris) e o também
navegador Jorge Brandão, que acompanha o espanhol Carlos Vento.O
também navegador Paulo Fiúza vai para a 16.ª participação, mas agora em
camiões, com o lituano Vaidotas Zala e Max Van Grol (Iveco) na equipa
De Rooy.Outro regresso é o do veterano
Paulo Marques, o primeiro português a ganhar uma etapa nas motas, em
1997. A última aparição do famalicense aconteceu em 2007, no
Lisboa-Dakar.Agora, 18 anos volvidos,
regressa na vertente M1000, como navegador do japonês Yoshio Ikemachi
num SSV movido a hidrogénio, numa categoria em que os participantes
cumprem o mesmo percurso que os restantes, mas em veículos movidos a
energia sustentável. São cinco as equipas neste regime.