Santos Silva lembra que comissão de inquérito é "instrumento particularmente poderoso”
TAP
23 de fev. de 2023, 09:48
— Lusa/AO Online
A
comissão parlamentar de inquérito à tutela política da gestão da TAP
tomou hoje posse numa curta sessão presidida por Augusto Santos Silva,
durante a qual agradeceu aos deputados por este trabalho, que considerou
ser uma das “tarefa das mais importantes que um parlamentar pode
exercer”.“O instrumento comissão
parlamentar de inquérito é um instrumento particularmente poderoso no
que diz respeito à fiscalização, ao estabelecimento de factos, à
avaliação política de processos que é tradição portuguesa usar-se com
parcimónia, mas também a eficácia que a sua própria potência aconselha”,
referiu.Desejando “bom trabalho a todos”,
o presidente do parlamento destacou “a diversidade” que caracteriza o
parlamento, mas também "as características particulares de uma comissão
de inquérito e os direitos e deveres muito amplos que os membros de uma
comissão de inquérito detêm”.O inquérito
parlamentar à TAP é presidido pelo socialista Jorge Seguro Sanches, que
terá como 1.º vice-presidente o deputado do PSD Paulo Rios de Oliveira e
como 2.º vice-presidente o deputado do Chega Filipe Melo. No
final da sua intervenção, Santos Silva passou a palavra ao presidente
da comissão de inquérito, Jorge Seguro Sanches afirmou ser uma "honra"
presidir a estes trabalhos, uma missão que prometeu levar a cabo "com
isenção, rigor e em cooperação com todos".Referindo
que os deputados terão "um trabalho árduo pela frente" e que esta terá
90 dias de prazo de funcionamento, o socialista apelou à necessidade de
acelerar os trabalhos, sendo 23 de maio a data prevista de de conclusão,
caso não haja adiamentos.Com vista a
agilizar os trabalhos, o PS propôs - e foi aceite por todos os partidos -
que logo no final da tomada de posse houvesse uma reunião de mesa e
coordenadores.O objetivo de Jorge Seguro
Sanches é que na próxima terça-feira a comissão já esteja em condições
de começar a requer documentos às entidades.O
PS, que terá nove dos 17 lugares, indicou como presidente Jorge Seguro
Sanches e como coordenador o vice-presidente da bancada Carlos Pereira,
sendo o elenco socialista composto ainda por Ana Paula Bernardo, Vera
Brás, Bruno Aragão, Hugo Carvalho, Fátima Fonseca, Rita Madeira e Hugo
Costa. Os suplentes pelos socialistas serão o vice da bancada Miguel Matos e Cristina SousaO
PSD indicou como coordenador o deputado Paulo Moniz, eleito pelos
Açores, que exerce a mesma função na comissão dos Assuntos Europeus.Os
vice-presidentes da bancada Hugo Carneiro e Paulo Rios de Oliveira e a
deputada Patrícia Dantas, eleita pela Madeira, completam os quatro
elementos efetivos do PSD na comissão de inquérito à TAP, a que se
juntam como suplentes os deputados João Barbosa de Melo e Hugo Oliveira.A
deputada Mariana Mortágua voltará a representar o BE em comissões de
inquérito, tendo sido os bloquistas a propor esta iniciativa que
incidirá em particular entre 2020 e 2022, averiguando a entrada e saída
da antiga governante Alexandra Reis e as responsabilidades da tutela nas
decisões tomadas. O líder parlamentar, Pedro Filipe Soares, será o
suplente.O Chega será representado pelo deputado Filipe Melo, sendo o suplente Pedro Pessanha.Já a IL terá Bernardo Blanco como efetivo e Carlos Guimarães Pinto como suplente.Bruno Dias será o efetivo pelo PCP, sendo o suplente Duarte Alves.No
passado dia 03 de fevereiro, a proposta do BE para constituir uma
comissão de inquérito à tutela política da gestão da TAP, com duração de
90 dias, foi aprovada no parlamento, com a abstenção do PS e PCP e os
votos a favor dos restantes partidos. O
texto aprovado sem votos contra estabelece uma comissão parlamentar de
inquérito “à tutela política da gestão da TAP” que incida em particular
entre 2020 e 2022, averiguando a entrada e saída da antiga governante
Alexandra Reis e as responsabilidades da tutela nas decisões tomadas.