Santana Lopes assume que uma “boa vitória” será a eleição de três deputados
Europeias
1 de mar. de 2019, 17:21
— Lusa/AO Online
“Uma
vitória pequena é ter representação, uma vitória média diria que é
eleger dois deputados e uma boa vitória é eleger três deputados”, disse
hoje o líder da Aliança na inauguração da sede do partido no Porto e
apresentação da lista de candidatos às eleições para o Parlamento
Europeu, marcadas para 26 de maio. Recordando
que há sondagens a dar à Aliança 1% e outras 4%, Santana Lopes disse
acreditar ser possível obter uma “boa vitória” e garantiu que os
candidatos do partido vão lutar muito e andar por todo o país. A
lista da Aliança às europeias é liderada por Paulo Sande, que foi
assessor do Presidente da República e chefe da delegação do Parlamento
Europeu em Portugal, aparecendo em segundo lugar a empresária e irmã do
presidente da Câmara Municipal do Porto, Maria João Moreira e, em
terceiro, o vice-presidente do partido Bruno Ferreira Costa.Já
no quarto lugar aparece Daniela Antão (Lisboa), no quinto João
Gonçalves (Lisboa), no sexto Paula Pacheco (Açores), no sétimo Luís
Guerreiro Lopes (Madeira), no oitavo Maria José Núncio (Setúbal), no
nono Rui Miguel Ribeiro (Braga) e no décimo Joana White (Viana do
Castelo). O
presidente da Aliança contou que, inicialmente, sugeriram-lhe ser
candidato por todo o seu percurso, confessando que não quis ser o cabeça
de lista porque o seu objetivo é trazer “gente nova” para a política,
permitindo que ela se renove.Os
candidatos são "gente nova" e que não têm tido intervenção política,
referiu, acrescentando que é isso que os portugueses querem. Já
sobre o principal repto que quer lançar a Bruxelas, Pedro Santana Lopes
adiantou que o propósito é convencer a Europa a negociar com Portugal
um grande programa de apoio ao crescimento económico. “A
minha grande tarefa é convencer os portugueses em geral que este tem de
ser o grande desígnio nacional. Se crescermos o que crescem os países
de Leste, muitos deles 4%, nós resolvemos a grande maioria de
problemas”, considerou. Na
sua opinião, Portugal tem sido “bom aluno de mais” em Bruxelas porque
acata com “demasiada subserviência as orientações daqueles senhores” que
querem que o país 'corte' e, com isso, quem sofre é a economia. “Não
se preocupam com a estrada necessária para chegarmos ao nível médio de
rendimentos do resto dos cidadãos europeus”, sublinhou.Santana
Lopes defendeu que as negociações têm de ser bem feitas, pois embora
possam ser difíceis, se Portugal “bater o pé” irá conseguir. “Em
vez de chegarmos a Bruxelas todos sorridentes e a dizer que somos
europeus de primeira, temos de dizer que somos de primeira, mas vivemos
pior do que vivem a média dos cidadãos europeus”, salientou.Santana
Lopes alertou ainda que a Europa vive hoje um momento de tensão interna
por “desorientação” em relação ao seu percurso e por falta de convicção
ao que deve ser o seu rumo. A Europa não tem uma “liderança carismática” que se oponha e trace caminhos, concluiu.