Santa Cruz das Flores pede “intervenção urgente” do executivo açoriano no abastecimento de carga aérea
Hoje 17:20
— Lusa/AO Online
A presidente da
autarquia, Elisabete Nóia,
escreveu à secretária do Turismo, Mobilidade e Infraestruturas, Berta
Cabral, a dar conta da situação e pedir a intervenção do executivo
regional junto da companhia aérea SATA.Segundo
uma nota publicada na página da Internet do município, a solicitação “surge na sequência
das dificuldades que têm vindo a ser reportadas no transporte de bens
essenciais e outros produtos, por via aérea, situação que tem causado
impactos no normal funcionamento de vários setores da ilha”.“Nas
últimas semanas, têm-se verificado dificuldades significativas no
transporte de bens essenciais, encontrando-se carga regularmente
reservada e entregue aos transitários impossibilitada de chegar à ilha,
devido, em grande parte, à operação recorrente com aeronaves Dash Q200,
cuja capacidade de carga é limitada”, escreve Elisabete Nóia na missiva
enviada a Berta Cabral.A autarca relata
que já foi contactada por responsáveis da farmácia da Santa Casa da
Misericórdia de Santa Cruz das Flores que “aguardam há 11 dias por
medicamentos provenientes da ilha de São Miguel”.“Situação
semelhante tem sido reportada por outras empresas e entidades locais,
com prejuízos para o abastecimento de bens essenciais e perecíveis”,
acrescenta.Elisabete Nóia lembra que
devido às obras no porto comercial das Flores, o abastecimento marítimo à
ilha “encontra-se condicionado, tornando o transporte aéreo ainda mais
determinante para garantir as necessidades básicas da população e o
normal funcionamento da atividade económica”.A
presidente da Câmara Municipal de Santa Cruz das Flores pede à titular
da pasta da mobilidade na Região Autónoma dos Açores que interceda junto
da SATA para que sejam encontradas soluções que permitam assegurar
“maior regularidade, fiabilidade e capacidade” no transporte de carga
aérea para a ilha das Flores.A autarca
manifesta ainda a disponibilidade do município para colaborar na
identificação de alternativas e reforçar a articulação institucional
necessária para ultrapassar a situação.