Santa Clara vence e afunda Desportivo das Aves no último lugar

27 de out. de 2018, 17:02 — Lusa/Ao online

Os açorianos foram tremendamente eficazes no primeiro tempo e, com o vento a favor, marcaram em lances de bola parada, o primeiro por Bruno Lamas, aos 15 minutos, na cobrança de um livre direto, com César a fazer o segundo, aos 23, após um pontapé de canto.O Aves tentou reagir, mas só conseguiu reduzir aos 79 minutos, num lance confuso na área do Santa Clara, com Derley a fazer o desvio, de cabeça, e a dar alguma esperança à formação avense, em superioridade numérica desde os 82, por expulsão do ‘açoriano' Fernando.Com este triunfo, o terceiro consecutivo no campeonato, o Santa Clara ascendeu ao quarto lugar, com 14 pontos, e um dos melhores ataques da prova, com 16 tentos, enquanto o Aves, que não aproveitou o desaire caseiro do Nacional (derrota diante do Portimonense por 1-0), mantém o último lugar, com quatro e poderá ver a diferença agora de três pontos aumentada para as equipas acima da zona de despromoção.O vento forte que soprou nas Aves, com mais intensidade no primeiro tempo, ‘empurrou', de início, as equipas para um futebol musculado e muita luta a meio campo.O Aves ameaçou o golo logo aos quatro minutos, num lance em que Amilton, na direita, serviu Baldé, mas o avançado chegou ligeiramente atrasado ao cruzamento, mas este foi o primeiro e último sinal na primeira parte dos locais, aparentemente afetados pelos golos do adversário.Um livre à entrada da área do Aves, aos 15 minutos, valeu um remate colocado de Bruno Lamas a abrir o marcador, que, oito minutos depois, voltaria a funcionar, novamente para o Santa Clara, por César, a ganhar de cabeça na pequena área, na sequência de um canto, num lance em que os centrais e o guarda-redes André Ferreira não ficara isentos de responsabilidade.Estes dois golos, sofridos praticamente a frio, mexeram com o Aves, que não mais se encontrou até ao intervalo, errou muitos passes e não conseguiu ligar o seu jogo, permitindo alguns lances de perigo ao adversário, quase sempre em contra-ataque, com Stephens e Patrick, nomeadamente, a ficarem perto do terceiro.José Mota, que ainda antes do intervalo, trocou o apagado Fariña por Nildo, apostou tudo no segundo tempo, deixando, no entanto, de contar com o vento como aliado, e as oportunidades que conseguiu criar também não foram aproveitadas.Bruno Gomes, lançado na segunda parte, demorou muito no remate e perdeu uma excelente oportunidade para reduzir, aos 59 minutos, numa das raras jogadas de envolvimento coletivo do Aves, com muito querer mas pouco discernimento, e Nildo, aos 61, viu Marco negar o golo, com uma defesa complicada junto ao poste.Nesta fase, como em praticamente todo o segundo tempo, o Santa Clara praticamente abdicou do jogo, limitando-se a gerir o resultado, numa estratégia posta à prova quando Derley, aos 79 minutos, reduziu para o Aves, num lance confuso na sua área.Três minutos depois, Fernando viu o amarelo e logo a seguir o vermelho direto, complicando ainda mais as contas para os açorianos, que, mesmo assim, lograram segurar a vantagem, provocando o sexto desaire do Aves no campeonato.