Sánchez reeeleito líder do PSOE afirma-se com "mais força do que nunca"
2 de dez. de 2024, 11:30
— Lusa/AO Online
No discurso de
encerramento do 41.º Congresso Federal do Partido Socialista Operário
Espanhol (PSOE), a decorrer em Sevilha, e perante 7.000 pessoas, Sánchez
afirmou que, depois de mais de uma década como secretário-geral e quase
sete anos como presidente do Governo, nos últimos meses meditou muito
sobre o que fazer com a sua vida, se deveria dar um passo para o lado ou
atrás. Relatou que, depois de falar muito
com a sua família - “porque também são vítimas do ódio dos odiadores
profissionais”, disse -, concluiu que cada um, na sua área de
responsabilidade, o que tem de fazer “é dar um passo em frente, não dar
um passo para o lado ou um passo atrás”. Sánchez
adotou um tom solene para enviar uma mensagem de otimismo aos
socialistas face ao “cinzentismo” da direita e da extrema-direita, e
negou que o seu partido esteja fraco neste momento. No
seu discurso, reiterou que a receita para enfrentar a direita e a
extrema-direita é governar. “Para cada um dos seus ataques, haverá uma
nova política progressista aprovada no Boletim Oficial do Estado
[equivalente ao Diário da República]”, prometeu. Sánchez,
que lidera o partido desde 2017 (tendo já estado à frente do PSOE entre
2014 e 2016), e a lista de 54 nomes que propôs para a comissão
executiva do partido receberam os votos de cerca de 90% dos 1.028
delegados votantes.O líder socialista fez
uma única referência à equipa aprovada no conclave, sublinhando que a
sua única prioridade é “ganhar de novo” as eleições municipais,
regionais e gerais de 2027, pondo fim aos governos “negacionistas”. “Fizemo-lo
em 2019, voltámos a fazê-lo em 2023 e vamos voltar a fazê-lo em 2027,
com um novo mandato progressista para Espanha para culminar uma década
de avanços sociais de que o nosso país precisa”, garantiu, entre
aplausos de militantes e dirigentes socialistas. Sánchez
vangloriou-se do trabalho realizado pelo seu Governo e afirmou
“categoricamente” que a Espanha “está a viver um dos melhores momentos
da sua história” e que os socialistas espanhóis são uma referência na
Europa e no resto do mundo. Por isso,
apelou a toda a família socialista para que continue neste caminho,
embora tenha admitido que os objetivos perseguidos “não são fáceis de
alcançar”, entre outras razões devido à complicada “aritmética
parlamentar” e à “oposição mais desleal da Europa”. O
chefe do executivo aproveitou a ocasião para fazer um anúncio
governamental: a criação de uma grande empresa pública de habitação, que
será responsável pela construção e gestão das habitações da
Administração Geral do Estado. A
tradicional entoação da Internacional pelos participantes, na sua
maioria de punho erguido e pulseiras com luzes vermelhas acesas por um
sistema telemático, encerrou o conclave de Sevilha, convocado sob o lema
“A Espanha avança à esquerda”.