Sánchez recebeu González na sede do Governo de Espanha
12 de set. de 2024, 12:04
— Lusa/AO Online
O
encontro entre Sánchez e González Urrutia ocorreu foi divulgado nas
redes sociais do próprio primeiro-ministro de Espanha, numa publicação
em que dá as boas-vindas ao candidato da oposição nas eleições
venezuelanas de julho passado e que inclui um vídeo com imagens dos dois
a passearem e a conversarem nos jardins do Palácio da Moncloa, a sede
do governo espanhol.No pequeno texto que
acompanha o vídeo, Sánchez diz que Espanha acolhe González Urrutia
"demonstrando o compromisso humanitário e a solidariedade" dos espanhóis
com os venezuelanos."Espanha continua a
trabalhar em defesa da democracia, o diálogo e os direitos fundamentais
do povo irmão da Venezuela", acrescenta.Este
encontro ocorre depois de na quarta-feira o parlamento espanhol ter
aprovado uma recomendação ao Governo para reconhecer Gonzalez Urrutia
como presidente eleito da Venezuela, como já fizeram outros países que
contestam a anunciada vitória e reeleição de Nicolás Maduro.Também
na quarta-feira, e em resposta à resolução aprovada pelos deputados
espanhóis, o parlamento venezuelano ameaçou aprovar uma recomendação
para o corte das relações diplomáticas e comerciais com Espanha.A
recomendação do parlamento espanhol foi aprovada por três partidos da
oposição de direita e extrema-direita (Partido Popular, Vox e Partido
Nacionalista Basco). O Governo, liderado pelos socialistas, já disse que
não reconhecerá, para já, González Urrutia presidente eleito da
Venezuela.Sánchez justificou esta semana
que Espanha continua a trabalhar no seio da União Europeia para manter
"uma margem de mediação" na Venezuela, com o objetivo de encontrar uma
saída que respeite "a vontade democrática" manifestada nas eleições de
julho.O líder do Governo espanhol explicou
que o objetivo é manter essa "margem de mediação" até ao final do ano e
referiu que, neste momento, Espanha não reconhecerá Edmundo González
Urrutia como vencedor das eleições presidenciais da Venezuela.
"O Governo de Espanha pediu a publicação das atas das eleições na
Venezuela. Não reconhecemos a vitória de Maduro e trabalhamos pela
unidade dentro da União Europeia que permita uma margem de mediação até
ao final do ano, para podermos encontrar uma saída que transmita a
vontade democrática expressa nas urnas pelo povo venezuelano", afirmou
Sánchez.O Partido Socialista (PSOE) tem
ainda insistindo em lembrar o precedente de Juan Guaidó, cujo
reconhecimento pela comunidade internacional não teve qualquer efeito, e
afirma que fazer agora o mesmo e da mesma forma com González Urrutia
seria dar de novo "expectativas falsas" aos venezuelanos, fazendo-os
acreditar numa "varinha mágica que faria desaparecer o regime de
Maduro".