Sánchez defende que é do interesse da Europa reforçar laços com a China com pragmatismo

Hoje 11:21 — Lusa/AO Online

Sánchez, que se encontra em visita oficial ao país asiático, sublinhou numa conferência de imprensa após se reunir com o Presidente chinês, Xi Jinping, que a Espanha é um país “profundamente europeísta” e apelou a esse “contexto de defesa e priorização de princípios e valores” na hora de “estreitar laços e construir pontes”.“O que queremos é poder contribuir ativamente para a criação de uma nova ordem global que traga a paz definitiva ao mundo”, afirmou o governante espanhol, que falou com Xi sobre a “grave situação” no Irão, em Gaza, no Líbano e na Ucrânia e encorajou o Governo chinês a “continuar a contribuir ativamente para reformar” o sistema de governação multilateral.A ordem internacional predominante desde a segunda metade do século XX “está, infelizmente, a ser minada por atores de peso na ordem internacional”, denunciou Sánchez, que salientou que, face àqueles que negam ou lamentam essa realidade, a Espanha prefere dedicar os seus esforços a “reformar uma ordem internacional que garantiu a paz durante muitas décadas”.“Uma ordem internacional renovada da qual, sem dúvida alguma, uma potência média como a Espanha beneficiaria, assim como a Europa e o mundo inteiro”, afirmou.O chefe do executivo espanhol afirmou ainda que o seu país quis “encorajar” a China a “intensificar os seus esforços para combater a emergência climática, tal como está a fazer (...) e também, logicamente, a contribuir com a sua ação diplomática para resolver os conflitos e as guerras que assolam o mundo”.No plano económico, Sánchez salientou que Pequim deve ver a Europa e a Espanha como locais onde investir e como parceiros com quem lançar projetos industriais, e assegurou que, no seu encontro com Xi Jinping, encontrou do outro lado da mesa “compreensão e vontade de trabalhar para alcançar esse equilíbrio” comercial.O primeiro-ministro espanhol defendeu o objetivo do seu Governo de ampliar e diversificar as relações com a China em domínios como o comercial, o industrial e o tecnológico e reiterou que transmitiu ao líder chinês a necessidade de corrigir o “excessivo” desequilíbrio comercial entre ambos os países e avançar para um comércio “mais equilibrado”.Sánchez, cuja visita ao país asiático é a quarta em quatro anos, reunir-se-á esta tarde em Pequim com o presidente do Comité Permanente da Assembleia Nacional Popular, Zhao Leji, e com o primeiro-ministro, Li Qiang, com quem assinará cerca de vinte acordos bilaterais.