Salomé Afonso promete retribuir todo o apoio na final dos 1.500 metros

Atletismo/Mundiais

15 de set. de 2025, 12:28 — Lusa/AO Online

“Fez-se justiça, estou muito feliz, muito agradecida e espero poder estar ao nível de toda a ajuda que recebi”, afirmou a atleta do Benfica, em declarações reproduzidas pela Federação Portuguesa de Atletismo (FPA).A vice-campeã da Europa na distância em pista curta, e também bronze nos 3.000 em Apeldoorn2025, terminou a segunda semifinal, no domingo, fora dos lugares de apuramento para a final, no 10.º lugar, na sequência de um embate com a alemã Nele Wessel, por volta dos 750 metros, provocado pela italiana Marta Zenoni.Wessel, que até terminou atrás de Afonso, no 11.º posto, foi imediatamente repescada, enquanto a portuguesa apenas integrou a corrida decisiva, marcada para terça-feira, às 22h05 locais (14h05 em Lisboa, menos uma nos Açores), e alargada a 14 atletas, após um recurso da exclusão inicial.“Estou sem palavras. Foi um dia muito desgastante, mas, graças a toda a gente, que foi incansável, nesta tentativa de me recolocar na final, de me repescar”, reconheceu, agradecida, a lisboeta, no mesmo registo disponibilizado pela FPA.Depois do 37.º lugar em Budapeste2023, na estreia em Mundiais, Salomé Afonso tem a 12.ª melhor marca pessoal entre as finalistas, graças aos 3.59.32 minutos obtidos já este ano, que lhe valem o 10.º tempo entre as apuradas.“Vou dar o meu melhor na final, espero deixar orgulhosos todos os que tanto me apoiaram neste momento difícil”, vincou.A primeira reação de Salomé Afonso, na zona mista do Estádio Nacional do Japão, logo após a prova, sem que ainda fossem conhecidas as decisões do protesto da FPA, negado, e do recurso, que teve depois provimento, foi de pouca esperança num cenário destes.“Tentei o possível, tentar a qualificação na mesma, pensando que pode ser possível uma requalificação, mas acho que vai ser muito difícil, mas faz parte”, referiu, então, a atleta, oitava nos Mundiais indoor Nanjing2025, admitindo tratar-se de uma eliminação “muito frustrante”.A recordista nacional Carla Sacramento (3.57,71) sagrou-se campeã nesta distância, em Atenas1997.