Sala quase vazia no fim da manhã gera críticas de quem sobe ao palco

PSD/Congresso

2 de jul. de 2022, 18:04 — Lusa /AO Online

Apesar de estarem inscritos mais de 900 delegados, quando se aproximava a hora de almoço eram apenas algumas dezenas os que se mantinham na sala, incluindo o novo presidente, Luís Montenegro.Em contraste, eram muitos os que estavam no espaço exterior do Pavilhão Rosa Mota, no Porto, quando ainda decorriam os trabalhos, o que mereceu críticas de congressistas que subiram ao púlpito.“É suposto que estejamos cá dentro. Não é recebermos o voto [para delegados] para ficarmos lá fora. Para isso, se calhar, outros poderiam e deveriam ter vindo”, disse a militante de Lisboa Sofia Vala Rocha.A crítica foi corroborada pelo militante que se seguiu, com João Gameiro Alves a considerar lamentável que “a sala esteja como esteja”, apelando ao presidente da Mesa do Congresso e ao presidente do partido que corrijam esta situação em próximas reuniões.Na sua intervenção, Vala Rocha criticou também a falta de representatividade das mulheres do partido.“Não somos jarras, nem servimos apenas para cumprir quotas, o género feminino tem de se impor no PSD”, disse.Neste Congresso, estão inscritos 935 delegados, 203 participantes, e 1.033 observadores, de acordo com dados da secretaria-geral do PSD.Os trabalhos encerraram pelas 13:30 e retomarão pelas 15:15, esperando-se na fase da discussão política da tarde a intervenção de algumas figuras mais mediáticas, o que não aconteceu de manhã.