Saída de docentes para Escolas 2ª Oportunidade bloqueada por carência nas escolas de origem
20 de ago. de 2025, 15:24
— Lusa/AO Online
Em resposta à
Lusa, o Ministério da Educação, Ciência e Inovação (MECI) informou que
todos os anos autoriza a mobilidade estatutária de docentes para o
exercício de funções de natureza transitória que podem ser de ordem
letiva ou técnico-pedagógica, defendendo que “os projetos implementados
em escolas deverão ser assumidos por docentes da própria unidade
orgânica”.O MECI acrescentou que "na
análise destes pedidos é tido em conta se a saída da escola não irá
contribui para agravar a escassez de docentes, se é preservada a
continuidade pedagógica e garantido o equilíbrio geográfico na
distribuição dos professores".“Sendo um
projeto de uma escola o diretor pode sempre solicitar docentes através
da mobilidade interna, da contratação inicial, das reservas de
recrutamento e contratação de escola, assegurando os necessários
recursos humanos e promovendo a continuidade do projeto”, acrescentou o
MECI, que já tinha anunciado uma redução generalizada das mobilidades
para fazer face à falta de professores nas escolas.O
presidente da Rede Nacional das Iniciativas e Escolas de Segunda
Oportunidade acusou o Ministério de ter negado este ano a mobilidade de
professores para o ensino de jovens em risco de abandono escolar.Segundo
Luís Mesquita foram recusadas mobilidades de seis professores para o
ano letivo que começa em setembro: dois para a escola de Samora Correia,
outros dois para a de Matosinhos, outro para Valongo e o seu caso
pessoal que iria manter-se na direção da rede.Luis
Mesquita defendeu que as E2O são escolas que oferecem alternativas
educativas e formativas a jovens que já tinham deixado o sistema de
ensino ou que estavam em risco de abandono escolar e por isso não
deveriam ser incluídas no lote das instituições que veem o pedido de
transferência negado.A rede nacional de
E2O conta com oito escolas que todos os anos dão formação a cerca de 200
alunos dos 15 aos 25 anos, sendo que a maioria consegue terminar a sua
formação com sucesso. Nas E2O chegam jovens que abandonaram a escola
antes do tempo e ali podem concluir o 6.º ano, o 9.º ou o 12.º.