Saída da Ryanair será "perda significativa" para os Açores

Hoje 16:17 — Lusa/AO Online

“Enquanto associação, encaramos a saída de uma companhia aérea que opera todo o ano como uma perda significativa para o destino Açores”, afirmou à agência Lusa a presidente da direção da AREAT, Alice Lima, após a companhia aérea de baixo custo Ryanair ter reafirmado, na terça-feira, que vai abandonar a operação nos Açores a partir de 29 de março.Em declarações à Lusa, a presidente da Associação de Empresas de Atividades Turísticas da Região Autónoma dos Açores sublinhou que a importância da Ryanair vai muito além da capacidade aérea.Segundo destacou Alice Lima, a companhia aérea de baixo custo representa também uma “enorme máquina de promoção internacional” contribuindo para “a notoriedade, visibilidade e competitividade do arquipélago nos principais mercados emissores”.“Importa ainda sublinhar que as companhias consideradas low cost não trazem apenas um perfil específico de cliente. Trazem opções, concorrência, estímulo à procura e promoção do destino, fatores essenciais para a sustentabilidade do turismo e da economia regional”, sublinhou Alice Lima.A responsável considerou ainda que a saída da Ryanair “terá, muito provavelmente, um impacto direto no agravamento da sazonalidade, reduzindo fluxos em épocas médias e baixas e, consequentemente, retirando rentabilidade às empresas locais, nomeadamente às que dependem fortemente da continuidade da procura ao longo do ano”.A Associação de Empresas de Atividades Turísticas dos Açores defendeu que é de "importância estratégica" a renegociação de "soluções" que garantam "uma conectividade aérea regular e acessível" para a região, bem como a reabertura de "portas a antigas parcerias, como por exemplo com a easyJet, ou outras companhias com modelos semelhantes".