Sabres, bastões, facas e ‘tasers’ entre as 13 mil armas destruidas pela PSP
11 de dez. de 2019, 18:51
— Lusa/AO Online
“O que temos aqui resulta de uma enorme ação
de recebimento de armas ocorrida durante o mês de novembro em que
conseguimos recolher mais de 13 mil armas. Esta é a maior destruição de
armas deste ano e de sempre. No total, em 2019, foram destruídas mais de
35 mil armas”, afirmou o subintendente do departamento de Armas e
Explosivos da PSP, Paulo Costa. Acrescentando
que "durante os primeiros três meses que decorreram desde a aplicação
da nova lei das armas, que se iniciou a 22 de setembro”, foram
recolhidas cerca de 1.665 armas entregues de “forma voluntária”, o
responsável da PSP assegurou que nos primeiros seis meses após a
aplicação da lei “não existe nenhum regime sancionatório” para quem o
quiser fazer. Das 13.767 armas indicadas
para destruição “há uma percentagem de 5% que é afeta à atividade
operacional bem como podem ser afetas aquela que é o arquivo histórico
da PSP e das outras forças e serviços de segurança”, informou Paulo
Costa.A título de exemplo falou de duas
‘shotgun’ que “foram apreendidas ou entregues voluntariamente pelos seus
proprietários que passarão a ser utilizadas pelas forças de segurança
aquando da verificação da sua capacidade operacional”.O
secretário de Estado Adjunto e da Administração Interna, Antero Luís,
reconheceu que o número de entregas voluntárias “ainda não é muito
expressivo, mas não deixa de ser significativo pelo que diria que é um
bom começo”. O governante informou que
“todas as outras foram apreendidas no âmbito de processos criminais, de
contraordenações ou mesmo processos administrativos” e que nos “últimos
cinco anos foram destruídas mais de 174 mil armas”, elogiando a
“dimensão da proatividade da polícia”. A maioria das armas hoje destruídas na Maia eram de caça, informou a PSP.