Ryanair não espera “perturbações significativas” por causa da greve
20 de ago. de 2019, 15:37
— Lusa/AO Online
Em resposta, por escrito, a perguntas
colocadas pela Lusa, a companhia aérea ‘low cost’ realçou que não conta
“com perturbações significativas” na operação em Portugal entre
quarta-feira e domingo, período durante o qual irá ocorrer a greve que
considera “injustificada”, mas alerta para possíveis “atrasos” ou
“mudanças nos voos”. “Faremos tudo o que
pudermos para minimizar as perturbações causadas aos nosso clientes e às
suas famílias”, garantiu a transportadora irlandesa.“Os
passageiros que não receberam um ‘email’ ou uma mensagem podem esperar
que os seus voos para e de Portugal se realizem normalmente esta
semana”, assegurou a empresa. A Ryanair
agradeceu ainda “à maioria dos tripulantes portugueses que confirmaram
que irão trabalhar normalmente entre quarta-feira, 21 de agosto, e
domingo, 25 de agosto”. Paralelamente, a
companhia aérea pede desculpa aos passageiros “por qualquer ansiedade ou
inconveniente causado por esta greve desnecessária realizada por uma
pequena minoria das nossas tripulações portuguesas”. Ainda
assim, a Ryanair garante que está aberta “a trabalhar com o SNPVAC para
chegar a um acordo” e apela para “que regressam às negociações o mais
cedo possível”. Esta segunda-feira, o
Governo decretou serviços mínimos a cumprir durante a greve, que
abrangem não só os Açores e Madeira, mas também as cidades europeias de
Berlim, Colónia, Londres e Paris.Num
despacho, com data de 16 de agosto e assinado pelos secretários de
Estado Alberto Souto de Miranda (Infraestruturas e Comunicações) e
Miguel Cabrita (Emprego), fica estabelecido que nos dias em que foi
convocada a paralisação pelo Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da
Aviação Civil (SNPVAC) os trabalhadores ficam obrigados a prestar
serviço em vários voos. Assim, os serviços
mínimos incluem um voo diário de ida e volta entre Lisboa e Paris;
entre Lisboa e Berlim; entre Porto e Colónia; entre Lisboa e Londres;
entre Lisboa e Ponta Delgada, bem como uma ligação de ida e volta entre
Lisboa e a Ilha Terceira (Lajes), nos dias 21, 23 e 25 de agosto.Por
sua vez, o SNPVAC disse, em comunicado, também na segunda-feira, que
“repudia veementemente mais uma tentativa do Governo em aniquilar o
direito à greve dos portugueses e, em particular, dos tripulantes da
Ryanair”, garantindo que não aceita “que se defenda os interesses
económicos de uma empresa privada e estrangeira em detrimento dos
direitos de trabalhadores portugueses”.Na
base deste pré-aviso de greve está, segundo referiu o SNPVAC em
comunicado em 01 de agosto, o facto de a Ryanair continuar a “incumprir
com as regras impostas pela legislação portuguesa, nomeadamente no que
respeita ao pagamento dos subsídios de férias e de Natal, ao número de
dias de férias e à integração no quadro de pessoal dos tripulantes de
cabine contratados através das agências Crewlink e Workforce”.