Ryanair insiste na suspensão do novo sistema de controlo de fronteiras até setembro
Hoje 14:43
— Lusa/AO Online
Em comunicado, a
companhia aérea irlandesa defendeu que o adiamento da implementação do
sistema permitiria evitar constrangimentos durante a época alta de
verão, à semelhança da decisão tomada pela Grécia.A
companhia afirmou que, apesar de as autoridades portuguesas saberem há
mais de três anos que o sistema europeu de controlo de entradas e saídas
ficaria plenamente operacional a partir de 10 de abril de 2026, não
foram assegurados meios suficientes em termos de pessoal, preparação dos
sistemas ou quiosques.A transportadora
assegurou que os atrasos no controlo de passaportes têm provocado longas
filas para passageiros que viajam de e para Lisboa e, em alguns casos, a
perda de voos.A empresa indicou ainda que
já contactou os governos dos 29 países abrangidos pela nova política,
incluindo Portugal e Espanha, pedindo a suspensão temporária do sistema
até ao final do verão.Citado no
comunicado, o diretor de operações da Ryanair, Neal McMahon, considerou
que Portugal está “claramente” sem preparação para aplicar o novo
sistema europeu.“Os passageiros estão a
ser obrigados a enfrentar filas excessivas no controlo de passaportes e,
em alguns casos, a perder voos”, afirmou.O
responsável referiu que, no fim de semana prolongado de maio,
passageiros de voos com origem ou destino em Lisboa enfrentaram esperas
de cerca de uma hora no controlo fronteiriço.Neal
McMahon acrescentou que a duração média dos voos da Ryanair é de cerca
de uma hora e 15 minutos, considerando “inaceitável” que os passageiros
passem quase o mesmo tempo nas filas do controlo de passaportes.A
Ryanair defendeu ainda que a legislação europeia permite suspender
temporariamente o novo sistema até setembro, de forma a reduzir os
tempos de espera durante o pico das viagens de verão.A
companhia aérea ‘low-cost’ reiterou o mesmo pedido ao Governo espanhol,
solicitando a suspensão do sistema até setembro, quando termina a época
de verão.