Ryanair avança com encerramento de quatro bases em Espanha
23 de ago. de 2019, 17:39
— Lusa/AO Online
De acordo com a agência
Efe, em causa estão as bases de Gran Canária, Tenerife Sur, Lanzarote e
Girona, cujo encerramento implica o despedimento coletivo de 512
funcionários, revelou a estrutura sindical. Segundo o sindicato, a decisão abrange 164 funcionários em Girona, 156 em Tenerife Sur, 110 na Gran Canária e 82 em Lanzarote. No
‘email’, a Ryanair justifica a decisão com os atrasos na entrega de
aviões e com os efeitos do ‘brexit’, bem como com a queda de lucros. Na
mensagem, a diretora de recursos humanos do grupo, Lisa McCormack,
disse que a transportadora pretendia “minimizar a perda de emprego”
através de “transferências”. No dia 07 de
julho, a Ryanair anunciou, em reunião com sindicatos espanhóis que
representam os tripulantes, que tinha planos para encerrar as bases de
Las Palmas, Tenerife Sur e Girona, segundo um comunicado das estruturas
sindicais nesse dia.Entretanto, as
estruturas sindicais marcaram uma greve dos tripulantes em Espanha nos
dias 1, 2, 6, 8, 13, 15, 20, 22, 27 e 29 de setembro para tentar evitar
os encerramentos. “É injustificável esta
vitimização da empresa face a supostos prejuízos, quando é uma empresa
com um aumento constante nos lucros”, segundo Manuel Lodeiro, do
Sitclpla, citado no comunicado. No dia 06
de julho a Lusa noticiou que a Ryanair tinha comunicado, em Faro, que
iria encerrar a base naquele aeroporto em janeiro de 2020, e despedir
cerca de 100 trabalhadores, embora mantenha os voos, segundo a
presidente do Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil
(SNPVAC), Luciana Passo.No dia 21 de
agosto, a secretária de Estado do Turismo reuniu-se com a Ryanair, em
Dublin, para debater “a competitividade” do aeroporto de Faro,
nomeadamente com a manutenção da base, bem como alargar a presença da
companhia aérea ao Funchal. Em
declarações à Lusa, Ana Mendes Godinho adiantou que o Governo está “a
trabalhar para manter a competitividade do aeroporto de Faro,
concretamente no inverno, e combater a sazonalidade, trabalhando com
todas as companhias aéreas e criando as condições para que os aeroportos
de Faro e do Funchal tenham capacidade de facto de manter a
competitividade aérea ou até reforçar”, destacou. A
governante, que foi acompanhada na deslocação a Dublin pelo presidente
do Turismo de Portugal, Luís Araújo, não deu mais novidades acerca de
uma possível manutenção da base de Faro e dos 100 postos de trabalho em
causa. “Neste momento não tenho mais
novidades que não sejam estas, de que estamos a avaliar a situação e com
essa preocupação de manter ligações aéreas e aumentar as ligações
aéreas para o Funchal e garantir a competitividade aérea de Faro no
inverno”, salientou. O SNPVAC convocou uma greve na Ryanair que começou no dia 21 e termina a 25 de agosto.