Ryanair admite despedir até 500 pilotos e 400 tripulantes de cabine
1 de ago. de 2019, 15:31
— Lusa/AO Online
A
companhia de aviação irlandesa avançou hoje com detalhes em relação a
este assunto, depois de o seu presidente executivo, Michael O'Leary, ter
exposto os planos de reestruturação num vídeo enviado na quarta-feira
aos trabalhadores, em que pede “desculpa” pelas “más notícias”.No
vídeo de quatro minutos de duração, a administração da companhia aérea
explica que os despedimentos na Ryanair, que atualmente conta com 19.000
trabalhadores, são “simplesmente inevitáveis”.Na
segunda-feira, Michael O'Leary informou que o lucro da transportadora
aérea caiu 21% no primeiro semestre do exercício fiscal, para 243
milhões de euros, face a idêntico período do ano fiscal anterior.O
gestor justificou, então, a queda do resultado líquido como
consequência também do embaratecimento dos bilhetes e do aumento dos
custos da frota, devido “sobretudo aos grandes aumentos salariais dos
pilotos e tripulantes de cabine nas negociações realizadas no ano
passado”.“Estas más notícias surgem duas
semanas depois de anunciar que os atrasos na entrega do (Boeing) Max
significavam que, em vez dos 58 novos aviões para o verão de 2020, teria
agora de adquirir apenas 30”, salienta a administração no vídeo
divulgado internamente.