Ryanair abre 18 novas rotas em 2023 no Porto e em Faro devido a descida das taxas
21 de dez. de 2022, 12:51
— Lusa/AO Online
Em conferência de imprensa
virtual, os presidentes executivos do grupo Ryanair, Michael O’Leary, e
da companhia aérea, Eddie Wilson, imbuídos do espírito da época,
anunciaram “presentes de Natal para Portugal”, com a abertura de sete
novas rotas de Faro e 11 do Porto, no próximo ano.Segundo
os responsáveis, a decisão surgiu “em resposta direta à intervenção da
ANAC [Autoridade Nacional da Aviação Civil], que forçou a ANA a reduzir
as taxas aeroportuárias no Porto e em Faro, no próximo ano”.Assim, cada um daqueles aeroportos vai contar com mais dois aviões da transportadora de baixo custo. Segundo
a transportadora, a decisão representa um investimento adicional de 400
milhões de euros em Portugal e a criação de 120 novos empregos locais.A
companhia aérea irlandesa lamentou, porém, que o regulador “não tenha
sido capaz de persuadir a ANA a baixar as taxas em outros aeroportos” e,
por isso, “não haverá crescimento adicional em Lisboa, na Madeira e nos
Açores”, em 2023.“Lisboa subiu uns
inacreditáveis 12%, temos de reverter esta subida, como no Porto e em
Faro. Taxas mais baixas levam a mais aviões, mais empregos, mais
conectividade e mais turismo”, defendeu Eddie Wilson.A
partir de Faro, a Ryanair vai passar a voar também para Aarhus
(Dinamarca), Belfast (Irlanda do Norte), Exeter (Inglaterra), Frankfurt
Hahn (Alemanha), Roma Fiumicino (Itália) e Toulouse (França).Já
a partir do Porto, abrem novas rotas para Bristol, Leeds (Inglaterra),
Castellon (Espanha), Maastricht (Países Baixos), Nimes, Estrasburgo
(França), Shannon (Irlanda), Estocolmo (Suécia), Trapani, Turim (Itália)
e Wroclaw (Polónia).“Além das taxas
excessivas, uma outra ameaça ao crescimento do turismo em Portugal surge
na forma de taxas ETS [taxas ambientais], que visam, injustamente, voos
de curta distância, tendo sido recentemente proposta a inclusão das
regiões ultraperiféricas da União Europeia, incluindo a Madeira, já em
2024”, apontou Michael O’Leary.Para o
líder da companhia aérea, se esta medida for aprovada, “os turistas irão
enfrentam custos mais elevados ao visitar a Madeira, em relação a
outros destinos de férias não europeus, o que significa que a ilha,
provavelmente, perderá visitantes para destinos fora da UE, como
Marrocos, Turquia e Jordânia, que estão isentos do pagamento de ETS”.