Rússia vai negociar ampliação das suas bases aérea e naval na Síria

30 de mai. de 2020, 10:56 — AO Online/ Lusa

O chefe de Estado emitiu uma ordem de assinatura de um protocolo para a "transferência de bens adicionais e áreas marítimas" a ser anexado ao acordo firmado entre a Rússia e a Síria, em 26 de agosto de 2015, relativo ao envio de um grupo de aviação das forças armadas russas para território sírio, segundo a informação publicada hoje.A Rússia iniciou as suas operações aéreas na Síria em 30 de setembro de 2015, no âmbito da guerra civil em curso no país do Médio Oriente, para apoiar o exército do regime do Presidente Bashar al-Assad, com jatos de combate baseados em Khmeimim.O acordo assinado entre os países é válido por 49 anos, com a Síria a transferir gratuitamente os terrenos e as instalações localizadas nessa base aérea para a Rússia, e renovado automaticamente por períodos de 25 anos, se nenhuma das partes rescindir.Em julho de 2017, a Rússia e a Síria assinaram um outro acordo para modernizar e atualizar a base naval, igualmente válido por 49 anos e renovável de 25 em 25 anos.A base de Tartus é utilizada como ponto de abastecimento e de manutenção técnica para a frota russa, depois de ter começado a ser utilizada pela União Soviética na década de 70, após um acordo estabelecido entre Moscovo e o Presidente sírio de então, Hafez al-Assad (pai do atual presidente).A Marinha russa voltou ao Mediterrâneo em 2013, após mais de 20 anos de ausência.Desencadeada em março de 2011 pela repressão de manifestações pró-democracia, a guerra na Síria já causou mais de 380.000 mortos e milhões de deslocados e refugiados.