Rússia considera "inadmissível" a decisão do COI sobre os seus atletas
26 de jan. de 2023, 09:32
— Lusa/AO Online
“Consideramos
inadmissível estabelecer, para atletas, condições especiais que não
correspondam à Carta Olímpica, com os princípios de igualdade e
justiça”, afirmou Matitsin na rede social Telegram.O
ministro russo enfatizou que "a política não pode e não deve
misturar-se com o desporto" e que "não há espaço para especulações sobre
a operação militar especial", como a Rússia considera a guerra na
Ucrânia."Para os nossos atletas, representar o país é uma honra e um motivo de orgulho. Sempre foi assim", sublinhou Matitsin.O
responsável russo acrescentou que a "pressão estrangeira" permitiu à
Rússia valorizar os seus próprios recursos e fazer todo o possível para
fortalecer o desporto nacional.“Somos um
país autossuficiente, com grandes tradições desportivas, que tem
demonstrado a sua capacidade para organizar grandes eventos desportivos
internacionais, que também foram valorizados positivamente pelo COI”,
recordou Matitsin.Na quarta-feira, o COI
declarou que uma “vasta maioria” dos responsáveis do desporto olímpico
defende que os atletas russos e bielorrussos não podem ser impedidos de
competir internacionalmente apenas devido à sua nacionalidade. “Um
caminho para a participação dos atletas em competições, sob condições
estritas, deve, portanto, ser mais explorado”, argumentou a maioria dos
elementos ouvidos pelo COI.Neste caso, as
“condições estritas” implicam, entre outras, que os participantes
compitam enquanto “neutros”, que “respeitem plenamente” os princípios da
Carta Olímpica (não podem ter agido contra a “missão” de paz do COI,
apoiando ativamente a guerra na Ucrânia) e “cumpram integralmente” o
Código Mundial Antidoping.Ficou claro o
“direito de todos os atletas a serem tratados sem qualquer
discriminação”, de acordo com a Carta Olímpica, bem como o facto de os
governos não poderem “decidir quais os atletas que podem ou não
participar em qualquer competição”.Numa
outra questão, foi “unânime o reforço das sanções já em vigor” à Rússia e
Bielorrússia, que continuam impedidas de receber eventos
internacionais, bem como de ter a sua bandeira, hino ou qualquer outra
identificação nas competições, igualmente privadas de convidar
dirigentes desportivos ou governantes dessas nações.