Rússia avisa que vai tomar medidas para contrariar ameaça da Aliança
NATO
11 de jul. de 2024, 10:42
— Lusa/AO Online
"Somos obrigados a
analisar muito cuidadosamente as decisões que foram tomadas (na cimeira
de Washington, quarta-feira), as discussões que tiveram lugar e analisar
muito cuidadosamente o texto da declaração que foi adotada. Trata-se de
uma ameaça muito grave à segurança nacional", afirmou Peskov, citado
pelas agência de notícias russas.O porta-voz da Presidência da Rússia disse que a declaração de Washington vai suscitar medidas eficazes. "(A declaração) vai obrigar-nos a tomar medidas ponderadas, coordenadas e eficazes para conter a NATO", disse Peskov.O
porta-voz da Presidência russa não especificou quando é que essas
"medidas" vão ser tomadas nem qual a natureza da posição da Rússia."Constatamos
que os nossos adversários na Europa e nos Estados Unidos não são
partidários do diálogo. E, a julgar pelos documentos adotados na cimeira
da NATO, não são partidários da paz", disse Peskov."A Aliança (Atlântica) é um instrumento de confrontação, não de paz e segurança", acrescentou."Desde
o início, dissemos que a expansão da NATO para a Ucrânia representava
uma ameaça inaceitável para nós (...) Agora vemos a NATO a adotar um
documento que diz que a Ucrânia vai definitivamente aderir à NATO",
acusou Peskov.Os 32 membros da NATO
declararam formalmente, quarta-feira, que a Ucrânia está num caminho
irreversível para se tornar membro da aliança militar ocidental,
oferecendo uma garantia de proteção mais simples, mas mais vinculativa,
quando a guerra com a Rússia terminar. Os
países membros da NATO, individualmente e na declaração conjunta da
cimeira de quarta-feira em Washington, anunciaram uma série de medidas
destinadas a reforçar as defesas da Ucrânia. Os
Estados Unidos, os Países Baixos e a Dinamarca anunciaram que os
primeiros F-16 fornecidos pela NATO vão ser pilotados pelos militares
ucranianos até ao verão.Esta semana, na
cimeira de Washington, o primeiro-ministro português anunciou que
Portugal vai aumentar o investimento em defesa em 2029 para seis mil
milhões de euros, de forma a atingir os 2% do Produto Interno Bruto
acordados com a NATO.