Rússia adverte para consequências da adesão da Finlândia e Suécia à NATO
Ucrânia
25 de fev. de 2022, 20:05
— Lusa/AO Online
“É
óbvio que a entrada da Finlândia e na Suécia na NATO, que é antes de
mais um bloco militar, teria graves consequências políticas e militares,
o que exigira uma resposta do nosso país”, afirmou a porta-voz do
Ministério dos Negócios Estrangeiros russo, Maria Zakharova, em
conferência de imprensa.A
representante da diplomacia russa salientou que Moscovo está ciente dos
“esforços direcionados da NATO e de alguns países membros do bloco, em
primeiro lugar dos Estados Unidos, com vista a incluir na Aliança a
Finlândia e a Suécia”.Na
sequência da declaração russa, o Alto Representante da União Europeia
para a Política Externa, Josep Borrell, recordou que todos os países são
livres de decidir a sua política externa e alianças. "Como
sempre dizemos, consideramos que todos os estados membros são livres de
escolher a sua política externa e de aliança", disse Borrell numa
conferência de imprensa após a reunião extraordinária dos ministros dos
Negócios Estrangeiros da UE, na qual foi aprovado um segundo pacote de
sanções contra a Rússia por causa da invasão militar da Ucrânia.Contudo,
questionado por jornalistas, o chefe da diplomacia europeia
recusou-se a comentar mais especificamente as palavras da porta-voz
de Zakharova.A
diplomata russa saudou nomeadamente “a política de não-alinhamento
militar do governo finlandês como um fator importante para garantir a
segurança no norte da Europa e em todo o continente europeu”, mas
sublinhou a “interação prática” entre Helsínquia, Estocolmo e a NATO,
que cresceu recentemente.“Realizaram
manobras da NATO, estes países ofereceram os seus territórios aos
exercícios do bloco perto das fronteiras da Rússia, nos quais as forças
dos Estados Unidos imitaram ataques com armas nucleares com um
adversário dito equivalente”, advertiu.Zakharova
afirmou que tanto a Finlândia como a Suécia confirmaram o princípio da
indivisibilidade da segurança enquanto membros da Organização para a
Segurança e Cooperação na Europa (OSCE).“A
escolha de formas de segurança para assegurar a defesa e segurança
nacional é uma questão interna e soberana para cada Estado”, apontou.