Rússia admite nacionalização de empresas estrangeiras para combater sanções

Ucrânia

7 de out. de 2025, 16:23 — Lusa/AO Online

O porta-voz presidencial russo, Dmitri Peskov, disse que as medidas foram tomadas no contexto "do clima hostil" que se desenvolveu em torno da Rússia, incluindo na esfera económica, levadas a cabo por "certos" Estados europeus e pela União Europeia, em consequência da invasão russa da Ucrânia em fevereiro de 2022.Segundo Peskov, a Rússia está a tomar as medidas que considera necessárias para salvaguardar os próprios interesses."É claro que, se os planos de apreensão ilegal de bens e propriedades russas forem implementados, a Rússia vai defender-se e utilizar todos os instrumentos legais disponíveis", disse.Sobre os ativos nacionalizados, Peskov não quis fazer comentários, afirmando que tudo depende de cada caso específico.Desde o início da invasão da Ucrânia, em 2022, a Rússia nacionalizou mais de 100 empresas no país e outros tantos ativos.Embora muitas empresas fossem propriedade estrangeira, como a Shell, a Danone e a ExxonMobil, outras pertenciam a cidadãos particulares.A última proposta de orçamento de Estado para 2026 deixa claro que a Rússia planeia privatizar empresas estatais, cujas receitas serão depois canalizadas para a indústria militar.