Rússia acusa Ocidente de escalada e promete neutralizar ameaças
3 de jun. de 2024, 10:33
— Lusa/AO Online
“Sabemos que os
países ocidentais estão a seguir o caminho da escalada. Por isso, serão
tomadas todas as medidas necessárias da nossa parte para neutralizar as
ameaças associadas a essa escalada”, disse o vice-ministro dos Negócios
Estrangeiros Alexander Grushko.Grushko
comentava declarações do chefe do grupo de trabalho sobre a coordenação
da ajuda a Kiev do Ministério da Defesa alemão, que não excluiu a
utilização de sistemas de defesa aérea Patriot para destruir alvos
aéreos nos céus da Rússia.“É bem possível
que os sistemas Patriot sejam agora utilizados também na zona de Kharkiv
e sobre a Rússia”, disse o major-general Christian Freuding ao canal de
televisão ARD no domingo, segundo a agência russa TASS.Grushko,
um dos vários adjuntos do ministro Serguei Lavrov, comentou que a
Rússia não teme as armas ocidentais que possam ser usadas pela Ucrânia
contra o país.“A imagem nos campos de
batalha diz exatamente isso. Tudo o que eles levam para lá, a começar
pelo equipamento terrestre, é triturado pelos nossos combatentes. O
mesmo acontecerá desta vez”, afirmou.“Eles estão a escalar. Têm uma estratégia. Estão a seguir este caminho”, acrescentou o vice-ministro russo.A
porta-voz da diplomacia russa, Maria Zakharova, já tinha afirmado
anteriormente que a NATO terá de responder por ataques da Ucrânia ao
território russo com armas ocidentais.Vários
países da NATO (sigla em inglês da Organização do Tratado do Atlântico
Norte), incluindo Estados Unidos e Alemanha autorizaram a Ucrânia a usar
armas ocidentais para atacar alvos militares em território russo, sob
certas condições.A Ucrânia, que enfrenta
uma nova ofensiva russa na região fronteiriça de Kharkiv, no nordeste do
país, há muito que solicitava aos aliados armamento com capacidade para
neutralizar bases na Rússia usadas para atacar território ucraniano.Kiev tem criticado hesitações e atrasos nas entregas de armamento por parte dos seus aliados. “Pagamos
[os atrasos] com sangue”, disse o comandante de uma brigada ucraniana,
Vsevolod Kozhemyako, cujas tropas estão estacionadas há três semanas a
cerca de oito quilómetros da fronteira russa, ao jornal norte-americano
The Washington Post.“Podem sentar-se num
escritório em Washington e tomar uma chávena de chá durante 10 minutos e
aqui, durante 10 minutos, eles podem fazer 10 ataques aéreos e matar
dezenas de pessoas”, acrescentou Kozhemyako.