Rússia acusa Kiev de preparar ataques a hospitais para se vitimizar
Ucrânia
6 de fev. de 2023, 09:38
— Lusa/AO Online
Para
a agência russa que coordena os cuidados humanitários na Ucrânia, Kiev
prepara-se para destruir um hospital, um centro de desintoxicação e
clínicas para doentes oncológicos, com o objetivo de, em seguida, acusar
Moscovo do bombardeamento de zonas civis.As
autoridades russas disseram ter informações dos serviços de informações
que comprovam a chegada a Kramatorsk, na região de Donetsk, de agentes
do Serviço de Segurança Ucraniano, acompanhados por jornalistas
ocidentais, segundo informou a agência de notícias russa TASS.De acordo com esta versão da agência russa, as instalações que devem ser alvo dos ataques ucranianos já foram evacuadas.Moscovo
considera que Kiev utilizará este tipo de "provocações" para "aumentar a
pressão da opinião pública" nos países ocidentais, para que os aliados
se sintam mais motivados para responder positivamente às exigências de
apoio financeiro e militar do Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky.As
informações sobre a guerra na Ucrânia divulgadas pelas duas partes não
podem ser confirmadas de imediato de forma independente.A
ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro de 2022 pela Rússia na
Ucrânia causou até agora a fuga de mais de 14 milhões de pessoas – 6,5
milhões de deslocados internos e mais de oito milhões para países
europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica
esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra
Mundial (1939-1945).Neste momento, 17,7
milhões de ucranianos precisam de ajuda humanitária e 9,3 milhões
necessitam de ajuda alimentar e alojamento.A
invasão russa – justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a
necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança
da Rússia - foi condenada pela generalidade da comunidade
internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e
imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.